Brasil 0 x 0 Venezuela



1 – A pressão inicial foi semelhante à da estreia em intensidade, mas diferente em volume. Se contra a Bolívia, a seleção se caracterizou por tentativas mal realizadas na procura de um gol cedo, diante da Venezuela o que se viu foi um domínio marcado por boa construção e circulação, virtudes necessárias para romper planejamentos defensivos.

2 – O Brasil encontrou Philippe Coutinho entre as linhas venezuelanas e acionou David Neres e Richarlison por fora, sempre com Arthur marcando o ritmo dos movimentos e a bola passando por todos os setores.

3 – Mas a ocasião mais aguda foi criada pelo time que passou quase todo o primeiro tempo se defendendo. Herrera ergueu a bola na área e Rondón cabeceou para fora, porém com perigo.

4 – O zero a zero chegou ao intervalo, como em São Paulo, mas o público baiano reagiu com apoio enquanto os jogadores saíam do campo. Os cumprimentos trocados pelos venezuelanos evidenciaram o contentamento por suportar metade do encontro sem sofrer um gol.

5 – O Brasil teve presença, mas finalizou pouco (5), especialmente para uma equipe cujo índice de posse ficou em torno dos 80%. Embora a comparação com a estreia tenha sido favorável, permaneceu a sensação de um time que poderia ser mais rebelde próximo ao gol adversário, mais afeito ao improviso do que às rotas ensaiadas.

6 – A seleção brasileira tem jogadores capazes de abrir frestas em oponentes que esperam, mas eles parecem restritos a certas faixas do campo e/ou exageradamente dóceis em ocasiões de um contra um. Não falta potencial de desequilíbrio individual, mas, talvez, a licença para utilizá-lo.

7 – O VAR cassou um gol de Gabriel Jesus (que entrou no lugar de Richarlison), marcando impedimento de Roberto Firmino em um lance limítrofe que tanto pode ser ação defensiva como nova jogada iniciada por um defensor venezuelano dentro da área. Na interpretação da arbitragem, o alívio da vantagem durou pouco.

8 – Solicitado pelo público, Everton substituiu Neres aos 26 minutos. Última carta ofensiva na procura do gol no trecho final do encontro, para evitar um empate desagradável e uma repercussão idem até o jogo contra o Peru, no sábado.

10 – A cada ataque frustrado, a figura do zagueiro Osorio ficava maior. Excelente atuação numa noite de trabalho intenso.

11 – Aos 45, Everton superou marcadores do início ao fim da jogada que levou ao gol de Coutinho. Eis que o VAR, de novo, apontou impedimento de Firmino. O gol não foi para o placar, mas a mensagem chegou com clareza: Everton é quem transforma. Aconteceu no Morumbi e na Fonte Nova.



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