Próprio



Fernando Diniz não crê que as ideias que tenta aplicar ao time do Fluminense sofram prejuízo ou atraso por causa da qualidade do elenco de que dispõe. Ao contrário, habituado a dirigir jogadores muito mais carentes tecnicamente do que os atuais, o treinador está satisfeito com o material humano com o qual trabalha, e entende que existem jovens nas categorias da base do clube com ótimas possibilidades de se destacar no futebol brasileiro e até mesmo atrair interesse internacional.

Não foi fácil construir o grupo de jogadores do Fluminense para este ano. O processo de recrutamento foi influenciado pela situação financeira do clube, a ponto de dois jogadores procurados terem preferido propostas do Bahia, e um, do Guarani. Outros foram convencidos a aceitar salários inferiores aos oferecidos por equipes de menor visibilidade. O trabalho semanal ainda sofre pela falta de uma estrutura que permita que os jogadores fiquem alojados no centro de treinamentos, o que colaboraria muito nos aspectos de descanso e alimentação.

Diniz está montando um time ainda mais móvel, no sentido da liberdade dos futebolistas, do que era seu Athletico Paranaense. Alguns jogadores já enxergam como circular por diferentes setores do campo quando a equipe tem a bola, de forma a multiplicar opções de passe. Trocas de função no momento defensivo também têm sido mais bem compreendidas, apesar do curto período de trabalho. Boa leitura de jogo e, principalmente, coragem para assumir riscos são exigências inegociáveis para um técnico que prioriza os relacionamentos humanos no ambiente profissional, hoje com a ajuda de uma comissão formada com base nesses valores.

Paulo Henrique Ganso jogará onde e como se sentir mais cômodo, conforme sua influência na circulação da bola e na eficiência das movimentações. Não há planos de um experimento em uma função inédita ou taticamente surpreendente, a ideia é qualificar o que já está em andamento. Quando o Fluminense conversava com Ganso e Nenê, Diniz insistia que ambos poderiam ser contratados e que encontraria uma forma de utilizá-los juntos. O time que ele visualiza investe na capacidade de decisão dos jogadores, sem estruturas rígidas ou papéis limitados. Para além dos conceitos, o que se busca é o envolvimento pessoal dos jogadores em um estilo que interpretem e defendam como próprio.



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