Sete dias



O período entre 24 e 31 deste mês já estava assinalado no calendário palmeirense como dias decisivos. São as datas do confronto com o Boca Juniors, pelas semifinais da Copa Libertadores, com o jogo de ida em Buenos Aires. Por caprichos do futebol, o sábado que se encontra entre essas duas quartas-feiras adiciona tensão ao pequeno trecho do calendário: é o dia da visita do líder do Campeonato Brasileiro ao Maracanã para enfrentar o Flamengo, quatro pontos abaixo. Se tal diferença não aumentar no próximo fim de semana(Palmeiras x Ceará, Paraná x Flamengo), uma vitória rubro-negra injetará emoção na disputa do título.

É a oportunidade de se ver envolvido em um grande jogo que o Flamengo talvez não imaginasse que ainda teria em 2018, embora, por pontuação, a possibilidade nunca tenha deixado de existir. A chance de frear a arrancada do líder – invicto no segundo turno – e se sentar definitivamente à mesa dos candidatos ao troféu se apresentará em um jogo em casa e ao lado da torcida. Se nada der errado contra o Paraná, claro. A esta altura, após duas vitórias por 3 x 0, boa parte das conversas de Dorival Júnior com sua equipe de trabalho insiste na necessidade de evitar a desconcentração. É hora de ativar o antigo clichê sobre o “próximo jogo”.

O mesmo vale para o Palmeiras, que não só não pode desperdiçar pontos contra o Ceará, como jogará pela Libertadores antes de contemplar o Flamengo. A formação de dois times estabelecida por Scolari já não tem mais contornos tão claros, com o surgimento de uma terceira equipe – eficiente como as outras – na vitória sobre o Grêmio. O planejamento para os encontros com o Boca obviamente prevê a escalação mais forte possível, o que reserva para o Maracanã uma adaptação de quem estiver disponível, estratégia que vem sendo aplicada com sucesso.

Em tese, um empate na Argentina será bem visto, assim como contra o Flamengo. Não se pode esquecer, porém, que esse é exatamente o resultado que interessa ao Internacional (que recebe o Santos e visita o Vasco nas duas próximas rodadas). Tudo está entrelaçado. O que o Palmeiras tem feito sob Scolari não é apenas notável pela decolagem no Campeonato Brasileiro, mas por dividir suas forças em duas campanhas sem queda de desempenho. Durante sete dias no final do mês, este protocolo será testado com nível máximo de exigência e permitirá uma visão mais clara sobre o que pode ser uma temporada histórica.



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