Em voo



1 – A dez rodadas para a linha de chegada, o campeonato do primeiro colocado é contra a quantidade de pontos disponíveis. Quando o adversário está próximo, como era o caso deste domingo no Pacaembu, o jogo oferece um prêmio adicional pela vitória. Assim se apresentava o encontro, pelo Campeonato Brasileiro, de dois semifinalistas da Copa Libertadores.

2 – Paradoxalmente, o jogo era mais decisivo para o Grêmio, quinto colocado, do que para o líder. Por uma questão matemática. O Palmeiras não seria removido de sua posição privilegiada mesmo se perdesse. Já o time gaúcho não poderia permitir se encontrar a oito pontos do primeiro lugar, com vinte e sete em disputa, em caso de derrota.

3 – Um gol cedo, logo aos oito minutos, fez a tarde ficar sob medida para o Palmeiras. Após o cruzamento de Dudu, Deyverson dividiu a jogada com Marcelo Oliveira na primeira trave. O atacante palmeirense venceu a disputa, que enviou a bola para a rede do gol defendido por Paulo Victor, com escala no travessão.

4 – A vantagem foi a senha para o time de Scolari reduzir um percentual do ímpeto defensivo e se reposicionar para explorar Dudu em campo aberto. Elétrico e praticamente incontrolável no um contra um, ele seria o principal fator de desequilíbrio no primeiro tempo.

5 – O conflito de intenções era evidente. Enquanto o Grêmio fazia o que podia – e se trata de um time que pode muito, com qualquer escalação – para diminuir o ritmo do encontro e construir um gol que não dava a impressão de estar próximo, o Palmeiras se colocava à espera de uma oportunidade que certamente surgiria.

6 – Poderia ser o pênalti reclamado – e não marcado – de Bressan em Dudu, no começo da segunda parte. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro considerou normal o contato dentro da área, embora a repetição pela televisão indicasse falta do zagueiro gremista ao impedir Dudu de disputar a bola.

7 – Também poderia ser o contragolpe com Willian e Dudu (que seria substituído sob aplausos merecidos na marca da meia hora), entrando na área e batendo forte, para a defesa de Paulo Victor com o pé direito. O Palmeiras dominava o jogo praticamente sem correr riscos, cenário que já se tornou comum nas partidas do líder.

8 – Aos trinta e três minutos, Deyverson colocou em prática o mandamento que obriga os centroavantes a acreditar que todo e qualquer lance pode ser uma chance. A bola despachada pela defesa do Palmeiras era favorável a Bressan, mas a pressão do atacante do Palmeiras certamente colaborou para uma decisão errada, seguida de um escorregão. Aí Deyverson teve clareza para criar o próprio chute e marcar o segundogol, materializando a superioridade do Palmeiras no Pacaembu e encerrando a questão em relação ao vencedor.

9 – Não satisfeito com os dois gols, Deyverson ainda foi visto na área defensiva colaborando em duas cobranças de escanteio.

ENCONTROS

Há algumas rodadas, quando o São Paulo se equilibrava na primeira posição mesmo perdendo pontos, apontava-se o encontro com o Internacional como um momento decisivo. Então, o Palmeiras estava em terceiro lugar. Eis que o jogo no Beira-Rio chegou, o Inter venceu e o São Paulo saiu do estádio a sete pontos de distância da colocação que um dia ocupou. Exceto por manter o Inter próximo do topo, a partida em Porto Alegre teve muito menos influência do que se projetava, por causa, principalmente, da evolução do Palmeiras. A ver, agora, como o time gaúcho se comporta em relação à exigência rodada a rodada. O Flamengo decolou? O Palmeiras manterá seu nível atual? Eles se encontrarão daqui a dois sábados, no Maracanã (no meio do confronto entre Palmeiras xBoca Juniors, por uma vaga na final da Libertadores).

ESCOLHA

A entrevista de Renato Gaúcho no Pacaembu sugere que o Grêmio não competirá mais pelo Campeonato Brasileiro. Oito pontos abaixo do líder, parece que a Libertadores será o alvo de todas as forças.



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