São Saulo



1 – Um Botafogo à procura de seus melhores momentos talvez não fosse o anfitrião apropriado para que o São Paulo se mantivesse na liderança do campeonato. Mesmo para um visitante muito bem sucedido até agora, a necessidade de vencer fora de casa fazia crescer a pressão que claramente vinha dificultando a caminhada do time dirigido por Diego Aguirre.

2 – Nos primeiros movimentos, só Botafogo. Gustavo Bochecha obrigou Sidão a ceder escanteio ao defender um cabeceio perigoso. Na cobrança, Jean completou o desvio de Lindoso, e, em rápidos quatro minutos, o Nilton Santos comemorava a vantagem do time da casa. O pior início imaginável para o São Paulo, obrigado a responder à altura para não ter de lidar com as repercussões evidentes.

3 – Não demorou. O chute de Nenê desviou em Igor Rabello e Joel Carli, que, como menciona a regra, “tentou jogar”. Mas não foi feliz, pois habilitou Diego Souza, em posição de impedimento. Gol legal do São Paulo, empatando o jogo aos sete minutos e recuperando a posição de espera a partir da qual costuma tentar vencer.

4 – Não fosse uma falha geral da defesa são-paulina em uma bola longa, o empate poderia durar mais tempo, embora a superioridade técnica do Botafogo indicasse o contrário. Na jogada do segundo gol, Anderson Martins cabeceou para o centro da área, e Bruno Alves observou a troca de passes entre Kieza e Erik. Ótima solução do lance por parte do atacante botafoguense. O placar de 2 x 1 não só fazia justiça ao jogo como apresentava um cenário muito incômodo aos visitantes.

5 Era notável a dificuldade do São Paulo para conservar a bola. A vigilância exercida pelo time carioca excluía da partida os jogadores de meio de campo do adversário, e até mesmo do ponto de vista defensivo não era uma boa atuação do candidato a líder. Quando o encontro chegou à metade, a necessidade de uma transformação para poder competir por algo certamente era óbvia para Aguirre e seu time.

6 Aguirre trocou um lateral (Edimar) por um atacante (Gonzalo Carneiro) aos dez minutos, passando a jogar com dois homens na frente, um deles como ameaça pelo alto. Encontrou o empate logo depois, não exatamente como planejava, mas isso importa menos. O rebote de uma falta cobrada direto para o gol por Reinaldo se ofereceu ao uruguaio, um dos vários jogadores que estavam à frente de Saulo na pequena área. Após passar cerca de uma hora inferiorizado, o São Paulo estava em condição de buscar o tipo de resultado que faz diferença em corridas equilibradas como a que está disputando.

7 A entrada de Rodrigo Caio no lugar de Nenê, aos trinta e seis minutos, poderia sugerir que assegurar um ponto era mais interessante do que alcançar três, que significariam o primeiro lugar na classificação. Mas houve uma pressão final na área botafoguense, que produziu apenas uma oportunidade, porém gigantesca: Saulo impediu o terceiro gol com duas defesas dignas de aplauso. A primeira em um chute de Rojas; no rebote, a segunda, frente a frente com Diego Souza. Decisivo.

8 – É possível que tenha faltado fôlego para o Botafogo no trecho final. Ao São Paulo, a acusação de aceitar passivamente o empate – merecida em ocasiões recentes – não cabe desta vez. Mesmo considerando que Diego Souza poderia ter finalizado melhor a chance derradeira, o gol da vitória já tinha saído quando Saulo interveio com a perna.

PÊNALTI?

Na mesma rodada do Campeonato Brasileiro, dois toques de mão fora da área foram convertidos em pênaltis por equívocos da arbitragem. Dois lances que ilustram a necessidade do árbitro de vídeo, que os teria solucionado em questão de segundos. Nas fases finais da Copa do Brasil, por exemplo, eles não teriam efeito. Outras jogadas, como o gol anulado do Internacional contra o Vitória, não seriam discutidas nesta segunda-feira como interferências no resultado, mas exemplos de como o recurso do vídeo protege partidas e aumenta a possibilidade de resultados justos.



MaisRecentes

Amanhã



Continue Lendo

Novo



Continue Lendo

Virtual



Continue Lendo