Pendurado



A seleção brasileira deve iniciar o jogo de amanhã com a mesma formação que estreou na Copa. Com Neymar em condições de atuar, não há mesmo, a princípio, qualquer necessidade de alteração, mesmo porque a Costa Rica não é um time capaz de pressionar o início de movimentos ofensivos do Brasil. Mas existe uma questão estratégica sobre a escalação do meio de campo que está relacionada à partida contra a Sérvia, no dia 27: Casemiro tem um cartão amarelo.

O volante do Real Madrid é fundamental para o jogo da seleção. Participa da saída de bola e apresenta sua capacidade de “cobrir campo” com velocidade e inteligência, sempre atento à movimentação sem posse necessária para a proteção. É previsível que essas habilidades estejam em demanda diante dos costarriquenhos, mas muito provavelmente não a ponto de exigir sua presença. Fernandinho poderia fazer esse papel sem maiores dificuldades, o que garantiria a escalação de Casemiro na terceira partida.

Mais perigoso do que não ter Casemiro amanhã é perdê-lo, na hipótese de suspensão pelo segundo cartão, contra um time fisicamente mais ameaçador como a Sérvia. Se Tite optar por um meio de campo com mais peso, a presença dele ao lado de Paulinho e Fernandinho ou Renato Augusto seria ideal. Sem Casemiro disponível, os três últimos teriam de jogar e suportar muito tempo, já que a única possibilidade de substituição para funções semelhantes seria Fred, em recuperação de lesão. Com Casemiro, a carta de substituição permanece à mão, além do jogador que sair do time, Philippe Coutinho ou Willian.

O meio de campo com três jogadores “de força” – e sem Coutinho – foi utilizado no amistoso com a Alemanha, quando Neymar estava machucado. É uma opção para permitir uma resposta física ao poderio de determinados adversários, dependendo do perfil. Na estreia, pôde-se notar o incômodo da seleção brasileira neste aspecto, pela perseguição que impediu o Brasil de jogar a seu modo em trechos do encontro. A Sérvia pode apresentar dificuldades similares. Claro, Coutinho não precisa necessariamente ir para o banco, podendo ser escalado como atacante pelo lado direito, embora não seja sua função predileta.

Preservar Casemiro contra a Costa Rica não solucionaria o problema definitivamente, já que os cartões amarelos só serão zerados para as semifinais. A questão é o balanço entre o risco e a necessidade, e a possibilidade de o Brasil precisar derrotar a Sérvia na terceira rodada da fase de grupos.



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