Porte



1 – Por volta dos quinze minutos, a seleção brasileira se estabeleceu como time dominante em campo. O lado esquerdo naturalmente começou a trabalhar no ataque, com a reunião Marcelo-Coutinho-Neymar que promete ameaçar adversários de diferentes capacidades. Numa combinação dos dois últimos, Schar se atrapalhou com a bola dentro da pequena área e ofereceu um gol a Paulinho.

2 – Foi possível notar Coutinho pedindo a Neymar a bola de volta, já com seu chute personalizado da entrada da área programado. Não houve espaço para a finalização, mas não seria a única oportunidade…

3 – Quando, após outra trama pela esquerda, a defesa suíça tirou a bola da área, Coutinho a aguardava precisamente no mesmo lugar. Ele precisou de apenas um toque para dominar e depois endereçá-la à parte interna da trave do gol defendido por Sommer, elevando o pedigree de um lance pelo qual já se tornou conhecido: estreia de Copa do Mundo, Brasil 1 x 0, golaço.

4 – Isto se deu aos dezenove minutos e, claro, teve um efeito tranquilizador para o time de quem se esperava a confirmação dos prognósticos. E também permitiu à seleção brasileira ativar o contra-ataque, o que não aconteceu até o final do primeiro tempo.

5 – Gol suíço no minuto cinquenta, irregular. Zuber empurrou Miranda em um gesto muito além do que se entende como “briga por posicionamento”. O zagueiro brasileiro nem subiu para disputar a bola cabeceada para a rede após o escanteio do lado direito. Lance cristalino para verificação pelo árbitro de vídeo, que, inexplicavelmente, não entrou em ação em Rostov: 1 x 1.

6 – O gol pesou. Breve período de descontrole, também porque a Suíça soube aproveitar o momento e estufar o peito. Fernandinho (em Casemiro, com amarelo) e Renato Augusto (em Paulinho), com mais músculo, entraram para fazer o Brasil retomar o mando das coisas.

7 – Aos trinta e três, a substituição que o jogo pedia, quase aos gritos: Firmino no lugar de um errático Gabriel Jesus. A seleção brasileira já tinha mais a bola, mas acumulava decisões erradas perto da área adversária e via Neymar abaixo do nível físico necessário (constatação que expõe a fantasia de que existem “lesões benéficas” no período pré-Copa).

8 – Uma chance em um cabeceio para ele, outra para Firmino e um chute de Miranda que não entrou por pouco. O momento da vitória não esteve longe, o que sugere uma leitura mais otimista desta estreia, também considerando um gol que não deveria ter permanecido no placar e um pênalti limítrofe (outra ocasião para o VAR) em Gabriel Jesus, não marcado.

9 – Mas a seleção brasileira sentiu-se incomodada pela imposição física do time suíço durante quase todo o jogo, um problema até certo ponto previsível, mas que precisa ser solucionado. A entrada de Renato Augusto teve efeito neste sentido.

10 – A lembrar positivamente: o trecho do encontro em que o gol de Coutinho aconteceu. Bom funcionamento coletivo, com Neymar envolvido e o jogo da seleção brasileira fluindo como deveria. A partir disso, a tarefa é de correção de situações que não devem se reapresentar na segunda partida (Costa Rica, sexta-feira), mas na terceira, contra a Sérvia.

TIME

Das seleções pesadas, quem fez a pior apresentação na primeira rodada foi a Argentina, por razões conhecidas. Está clara a intenção de Jorge Sampaoli de construir uma equipe que funcione da maneira que Messi necessita para ser decisivo, mesmo que seja com jogadores que talvez não tenham qualidade para estar em um Mundial. O técnico trabalha na seleção com mentalidade de clube, mas o tempo escasso dificulta tudo, a ponto de a estreia mostrar uma equipe com sérias dificuldades defensivas contra a Islândia.

PERDÃO

Comovente vitória do México sobre os atuais campeões mundiais, que, embora bem abaixo da própria capacidade, criaram diversas chances para ao menos empatar. O primeiro tempo mexicano deveria fazer os críticos pedirem perdão a Juan Carlos Osorio.



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