Vitória com bônus



1 – Diego Souza perdeu um gol com um minuto de jogo. Um pecado pela finalização errada após a troca de passes que paralisou a defesa do Santos, mas uma amostra do que o ataque são-paulino pode fazer quando se associa pelo meio.

2 – O Santos venceu este clássico no campeonato estadual, jogando menos e se aproveitando de um lance isolado no segundo tempo. Neste domingo, iniciou a partida assumindo uma postura similar: recuada, sem discutir a posse ou sair de seu campo.

3 – Quando conseguiu, com a disparada de Rodrygo pelo lado esquerdo que terminou com uma tentativa acrobática de Eduardo Sasha, apareceu o risco que o São Paulo corria no contragolpe. Mas também estava clara a ideia do time de Aguirre de pressionar no campo adversário. Um encontro interessante no Morumbi.

4 – O ritmo intenso do São Paulo gerou mais duas oportunidades antes da metade do primeiro tempo: um cabeceio de Militão após cobrança de escanteio e um chute de fora da área de Reinaldo. Não havia dúvida sobre quem estava na posição do motorista em campo, a questão era se isso provocaria mudanças no placar.

5 – As ações se equilibraram a partir dos trinta minutos, também porque o São Paulo diminuiu uma marcha. Mas a principal diferença entre as equipes se deu na atuação do meio de campo. O são-paulino, liderado por Nenê, produziu o suficiente para ao menos um gol. O santista, com Vitor Bueno contido pela marcação, não conseguiu acionar Sasha.

6 – Prova de um bom jogo de futebol: quatro faltas no primeiro tempo, duas para cada lado.

7 – O time de Jair voltou do vestiário com o ímpeto que lhe faltava, mas com o mesmo plano. O São Paulo manteve suas linhas adiantadas, reforçando a ideia apresentada desde o início. Quando parecia que o jogo se tornaria mais franco, Everton serviu uma bola precisa para Diego Souza cabecear para o gol: 1 x 0.

8 – Além do cruzamento impecável, deve-se salientar o mérito de Diego Souza para vencer a disputa no alto com David Braz. O zagueiro, também por demérito próprio, simplesmente não foi um fator na jogada.

9 – A mudança nos índices de posse a favor do Santos indicou a inversão na dinâmica do clássico. E a disposição para se defender do São Paulo, algo que salta aos olhos desde a chegada de Diego Aguirre, ficou visível até para quem não presta atenção. O cenário para os minutos finais era de pressão santista, única maneira de evitar a derrota.

10 – E o empate se apresentou a Dodô, após o cruzamento de Victor Ferraz que passou por Sidão. Mas o toque na bola, dentro da pequena área, foi defeituoso. Eram quarenta e quatro minutos, e a principal chance de gol do Santos em todo o jogo escapou.

11 – O São Paulo manteve sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro, desta vez com uma atuação que tornou a vitória no clássico um resultado absolutamente merecido. O bônus foi o gol de Diego Souza, que poderia ter saído em outras duas ocasiões.

12 – Para o Santos, a pressão aumenta com a posição próxima da zona do rebaixamento, decorrência lógica das atuações irregulares do time. Como não se sabe tratar esse tipo de situação de outra forma no futebol brasileiro, o risco de interrupção do trabalho da atual comissão técnica aumentará. Seria um equívoco.

GRACIAS INFINITAS

Escreveu Xavi, sobre Iniesta, no dia da despedida de seu parceiro do Barcelona: “Andrés é, para mim, o jogador mais talentoso da história da Espanha. Que eu tenha visto… Tem um talento espetacular. Se falarmos da pessoa, é um escândalo. Um sujeito admirável em todos os sentidos. Exemplar, altruísta, empático, jogador de equipe, ganhador, líder em campo, sempre quer a bola… As pessoas sabem o que isso significa? Quando muitos não querem a bola nem em pintura porque é uma cilada, ele sempre a pede. Andrés sempre a quer. Quando outros jogadores pensam ‘ai, ai, ai’, ou ‘não me passem agora, por favor’, Andrés dizia: ‘me dê a bola já, por favor’”.



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