Confortável



1 – No encontro mais interessante da rodada, um exame importante para o Atlético Paranaense em seu estádio: superar o Palmeiras, um time capaz de dominar o Boca Juniors na Bombonera, o que demonstra seu nível de conforto quando atua fora de casa.

2 – O risco para equipes que se propõem a construir o jogo desde a defesa é a imprecisão. Um desarme ou um passe errado podem se converter em ocasiões claras. Motivo pelo qual o Palmeiras pressionou perto da área de Santos, forçando o Atlético a ser impecável na circulação da bola em seu campo. Um teste para a dinâmica do 3-4-3 desenhado por Fernando Diniz.

3 – Moisés deixou o jogo logo aos sete minutos, por aparente lesão muscular. Uma infelicidade para ele, que começava a recuperar o espaço merecido. E para o Palmeiras, que perdeu um meiocampista técnico e inteligente.

4 – O jogo característico do Atlético começou a aparecer com fluidez na metade do primeiro tempo, com a bola saindo da defesa por dentro e chegando ao ataque pelos lados. Curiosamente os dois principais momentos foram chutes de longa distância, com Matheus Rosseto e Carleto, este último em cobrança de falta.

5 – O time de Diniz controlou o encontro até os minutos finais da primeira parte, quando uma bola recuperada na região central mostrou uma das virtudes do Palmeiras. De Dudu para Keno, a bola viajou pelo alto, da esquerda para a direita. Em vez da jogada pessoal, Keno a recuou para Bruno Henrique, que chegava de frente para o gol: 0 x 1.

6 – Na origem do gol do Palmeiras está um passe errado de Rosseto, na altura do meio campo. E o comportamento do Atlético após a perda da posse não foi o ideal.

7 – Uma jogada ensaiada de cobrança de escanteio gerou o segundo gol, aos quatorze minutos do segundo tempo. Bola batida para trás, para Marcos Rocha acionar Dudu e se apresentar para receber na área. Dudu tinha outros planos, preferiu bater para o gol. O rebote de Santos encontrou Marcos Rocha desmarcado, e ele finalizou de primeira para marcar. O lance deu certo, apenas de um jeito um pouco diferente do planejado.

8 – Mais uma atuação madura do Palmeiras como visitante, condição que parece favorável ao momento de trabalho de Roger Machado e que evidentemente o fortalece. A dificuldade que se percebe para abrir defesas no Allianz Parque tem sido substituída pela utilização eficiente dos espaços nas casas adversárias. Natural.

9 – A desvantagem desmobilizou o Atlético a ponto de elevar o número de passes errados, possivelmente por queda no nível de concentração. O futebol de posse tem um forte componente de convicção que precisa ser compartilhado entre a comissão técnica e os jogadores.

10 – E em outra posse perdida, sem a falta reclamada, o terceiro gol. Nove jogadores do Atlético estavam no campo de ataque quando houve o desarme e Hyoran colocou Willian para correr com amplo gramado. Velocidade e qualidade na finalização.

11 – Pablo alterou o placar para 1 x 3, com um gol que faz pouca diferença na leitura do jogo no que diz respeito ao que cada equipe se propôs a realizar. O Palmeiras foi superior.

12 – O Atlético não passou no exame, mas a análise precisa considerar distâncias entre elencos e, como sempre, tempo de trabalho. Na trajetória de equipes que se tornam bem sucedidas jogando com essas ideias, sempre há partidas como a deste domingo, em que defeitos são expostos de maneira severa. Não há outra opção que não seja seguir trabalhando.

DE VOLTA

O clássico Barcelona x Real Madrid, a entrega da taça da Premier League ao Manchester City e a despedida de Arsene Wenger eram alguns dos temas do fim de semana no futebol europeu. Ali, como nota na parte de baixo da página, houve também algo importante para a seleção brasileira: cinquenta e dois dias depois de fraturar a perna direita, Filipe Luis jogou sessenta e cinco minutos na derrota do Atlético de Madrid para o Espanyol.



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