Condicionado



1 – O currículo do Corinthians de Carille levou a algo raro em um futebol impaciente e permanentemente descontente: mesmo nas ocasiões em que atua mal ou é superado em jogo, a ideia de que pode rir por último permanece presente para todos os envolvidos. Mais ou menos como o mocinho nos antigos filmes de faroeste.

2 – No Barradão, um roteiro diferente não demorou a se instalar. Passado um momento inicial em que o Vitória se mostrou como mandante, a bola e a iniciativa mudaram de lado e o time baiano passou a esperar. O Corinthians se propôs a jogar no campo do adversário e criar o próprio caminho, mas só assustou em um chute de Rodriguinho que passou perto da trave.

3 – Outro traço deste Corinthians atual é uma espécie de “perseverança ofensiva” que não se altera mesmo quando as coisas não parecem bem encaminhadas. O time se convenceu que o trabalho incessante permite sonhar com um final feliz, sem se abater com o acúmulo de tentativas frustradas. É um crente no processo, o que mais uma vez ficou evidente em Salvador.

4 – Carille perdeu Ralf, que fazia uma partida elogiável, substituído por causa de dores no ombro no final do primeiro tempo, quando o Vitória aumentou sua presença na área de Cássio.

5 – Em um jogo carente de chances de gol, o chute cruzado de Fagner, no início do segundo tempo, pode ser chamado assim. O mesmo se aplica à finalização de Denílson, por cima. Nada que gerasse suspiros, mas ao menos foram sinais de um maior apetite ofensivo de ambos os times.

6 – Não era bem isso. Um momento de interesse só voltou a acontecer quando Yago usou o peito para dominar a bola e emendou um chute forte, de longa distância. Cássio desviou para escanteio. Isto se deu quando o relógio já passava da meia hora da parte final, altura em que o zero a zero agradava o Corinthians como cenário para o jogo de volta.

7 – A ideia da última risada prossegue.

PERSPECTIVA

“Nunca o Arsenal terá um técnico melhor e nunca haverá outro tão inteligente e carismático. Na hora que os telefones começaram a tocar, os torcedores puderam ver pela primeira vez em perspectiva histórica como foi extraordinária a carreira de Wenger no Arsenal. Eles tiveram que tocar para que pudéssemos ter essa visão completa da obra. E que obra maravilhosa ela foi”. Palavras de Nick Hornby (ao site da ESPN), autor do inesquecível “Febre de Bola” e apaixonado pelo Arsenal, sobre o significado de Arsene Wenger para o clube londrino.



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