Acréscimo



1 – A noite começou estimulante para o corintiano, com duas boas notícias na escalação de seu time. Fagner, em conexão direta Berlim-Itaquera; e Rodriguinho, que não pôde completar o aquecimento no Morumbi. Fortalecido por dois titulares, o Corinthians enxergava a missão da classificação como um objetivo menos complicado.

2 – Era o São Paulo, porém, o time mais consciente na Arena. Controlado sem ser receoso, o time de Aguirre decidiu diminuir os espaços no início, dificultando os movimentos do adversário na origem e limitando as ações de Rodriguinho e Mateus Vital.

3 – À altura dos vinte e cinco minutos, o jogo já transcorria majoritariamente na metade são-paulina do gramado, com Emerson Sheik e Clayson trabalhando pelo lado esquerdo como opção principal. Na medida em que a posse corintiana se avolumava, o São Paulo acionava o modo de contragolpe.

4 – Um passe profundo e preciso, como o de Petros para Tréllez, poderia ser decisivo. Cássio escorregou quando decidiu correr para disputar a bola com o atacante são-paulino, e mesmo assim foi capaz de tocá-la com o pé e fazer o desarme. Na sequência, o passe para trás de Fagner encontrou Sheik no meio da área, mas o chute de pé esquerdo subiu demais.

5 – O primeiro tempo terminou com o jogo que interessava ao Corinthians e o placar que interessava ao São Paulo.

6 – Nenê, autor do gol que mandava no confronto, inaugurou a segunda parte com um chute violento de longa distância que raspou a trave. Cássio esbravejou por causa do erro defensivo que deu liberdade ao melhor finalizador são-paulino.

7 – Carille substituiu Gabriel por Pedrinho, aos quinze minutos, essencialmente mandando seu time ao ataque. Nenê saiu por lesão pouco depois, dando lugar a Lucas Fernandes. A vaga na decisão seria decidida pelo resultado de meia hora de pressão do mandante em Itaquera, período no qual o São Paulo teria ocasiões para aproveitar.

8 – A partir dos trinta minutos, o clássico se converteu em um exercício de circulação estéril próxima à área de Sidão. Enquanto o São Paulo não era capaz de conservar a bola por alguns segundos, o Corinthians não conseguia fazê-la entrar com vantagem.

9 – Nos acréscimos, o gol aconteceu da única maneira viável: bola parada. Rodriguinho, desmarcado, desviou de cabeça o escanteio da direita para determinar pênaltis em Itaquera. Foi a única falha da defesa do São Paulo em um segundo tempo de máxima exigência.

10 – A crueldade dos pênaltis vitimou Liziero, após cobranças desperdiçadas por Diego Souza e Rodriguinho, e o Corinthians defenderá seu título contra o Palmeiras.



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