Amigos rivais



Neymar foi entrevistado pelo site “The Players’ Tribune”, projeto editorial que dá voz a esportistas de diversas modalidades. O entrevistador foi Gerard Piqué, zagueiro do Barcelona, ex-companheiro do atacante brasileiro. A conversa teve a Copa do Mundo como assunto principal, desde as primeiras lembranças de Neymar relacionadas aos mundiais, passando pelo que houve em 2014 até a perspectiva para o torneio do ano que vem, na Rússia. Piqué considera a Seleção Brasileira a principal favorita ao título.

“Creio que vocês estão um degrau acima dos demais”, opinou o zagueiro da seleção espanhola. “Nós, Alemanha, Argentina, França, estamos todos em um nível bastante igual, e vocês estão um pouco acima. Vocês têm muita pólvora no ataque…”, acrescentou. Piqué mencionou Coutinho, Gabriel Jesus e o próprio Neymar para ilustrar suas ideias, além de Paulinho e o fato de o Brasil ser um bom time no aspecto defensivo. “Estão muito completos”, disse. Neymar concordou: “Sim, estamos bem estruturados, de verdade. Conseguimos encontrar nosso jogo”.

De todos os times citados, a comparação mais coerente em termos de estágio de construção de equipe é entre Brasil e Espanha. Enquanto a França de Didier Deschamps (2012) e especialmente a Alemanha de Joachim Low (2006) são trabalhos muito anteriores, e a Argentina passou ao comando de Jorge Sampaoli em junho, Tite e Julen Lopetegui têm trajetórias semelhantes na direção de suas seleções nacionais. Ambos foram nomeados na metade de 2016 e estrearam exatamente no mesmo dia: primeiro de setembro daquele ano. A Espanha venceu um amistoso contra a Bélgica; o Brasil derrotou o Equador, pelas Eliminatórias.

Guardadas as distâncias óbvias, as tarefas de cada um também são parecidas. Lopetegui substituiu Vicente del Bosque com o objetivo de restaurar o futebol que marcou a época mais gloriosa da seleção da Espanha, com dois títulos europeus e um mundial entre 2008 e 2012. Tite assumiu o lugar de Dunga para dotar o Brasil do jogo coletivo que sempre se pediu a uma geração que não se resume a Neymar. Até na classificação para a próxima Copa do Mundo há similaridades: a Seleção Brasileira concluiu as Eliminatórias com dez pontos de vantagem sobre o Uruguai; a Espanha dominou seu grupo com nove vitórias e um empate em dez jogos.

Ao final da entrevista, Piqué quis saber se Neymar toparia uma hipotética final entre Brasil e Espanha com empate em 3 x 3 e todos os gols brasileiros marcados por ele, mas com vitória espanhola nos pênaltis. “Não, não, não… quero ganhar!”, respondeu o brasileiro.



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