Flamengo 1 x 1 Independiente



1 – Flamengo em controle nos primeiros quinze minutos, com Diego navegando entre o início dos movimentos e o centro do ataque. O Independiente não se incomodava com a pouca posse, mas tinha muitos problemas para manter a bola distante de sua área.

2 – Grande passe de Vizeu para Everton se desmarcar e finalizar. Após fazer a defesa, Campaña reclamou da posição do meia do Flamengo, que de fato era irregular.

3 – Na altura da metade do primeiro tempo, Meza passou a criar problemas pelo lado direito da defesa rubro-negro. Foram as duas primeiras investidas argentinas no jogo, quando as ações já estavam mais equilibradas.

4 – O Independiente começava a se sentir um pouco mais confortável no Maracanã, quando o Flamengo fez o gol. Cobrança de falta de Diego, desvio de Juan e depois de Réver, quase na linha de fundo. Paquetá foi o autor do último toque, para dar ao Flamengo metade do necessário para o título.

5 – Pênalti para o Independiente, aos trinta e seis minutos. Meza desequilibrado por Cuéllar, em lance confirmado pelo árbitro de vídeo. Barco empatou, e o Flamengo voltou a precisar de dois gols.

6 – Como é comum em bons times argentinos, o Independiente não se afastou de seu plano após sofrer o gol. O sistema de marcação com perseguição individual sobre Diego permaneceu atento, sem descontrole. Seria exagero afirmar que a igualdade no intervalo premiou a atuação do time argentino, que pouco construiu. Mas o 1 x 1 não teria sido possível se o gol de Paquetá tivesse provocado desordem, como já se viu tantas vezes em encontros desse tipo.

7 – Vinicius Junior no lugar de Trauco, aos dez minutos do segundo tempo. Rueda não tardou a ordenar ofensividade.

8 – Gol de Juan ao impedir o que seria um golaço de Gigliotti, em lance pessoal. Ganhou de Cuellar e tocou por cima de César. A bola ia entrando no canto esquerdo quando surgiu o pé direito do zagueiro. Salvador.

9 – À medida que o Flamengo se adiantava, deixava gramado para correr riscos. Natural. Barco, de apenas dezoito anos, jogava no Maracanã lotado como se fosse simples. E para complicar as coisas, o Flamengo era mais vigor e vontade do que organização no ataque.

10 – Momento assustador com César, desequilibrado no ar por Gigliotti. Na queda, o choque de cabeça no gramado o deixou brevemente desacordado. O fato de ter seguido em campo é um risco que o futebol não pode permitir.

11 – Everton Ribeiro (Cuéllar) aos trinta e três minutos, e Lincoln (Paquetá), aos trinta e nove. Em busca do gol que determinaria a prorrogação, o Flamengo seria só ataque.

12 – Última chance para Réver, com Campaña fora do gol em uma jogada confusa na área. O chute saiu muito alto.

13 – O Flamengo não soube trabalhar o segundo tempo com a calma e a inteligência que a ocasião exigia. Quem esteve mais próximo do gol da vitória foi o Independiente, justo campeão da Copa Sul-americana.



  • Simao Junior

    Concordo com você, Andre! Mas fico satisfeito com o ressurgimento de um novo Flamengo. Entre erros e acertos, o caminho certo só se aponta através de varias tentativas frustradas, bem como em qualquer profissão ou qualquer outro seguimento. Qualquer que seja. Sigamos juntos nessa jornada, e o mais importante: que os erros sejam FINALMENTE CORRIGIDOS neste ano de 2018. Assim espero — como torcedor que sou!
    Caso contrario, essa direção não passará de uma gestão fracassada (de titulos – tão somente) e, ao mesmo tempo, como uma espécie de trampolim para os oportunistas que esperam ansiosos para tomar o poder para si novamente e voltar o PÃO E CIRCO dos velhos tempos e usurparem a grandeza do Fla como sempre fizeram!
    SDR

  • Helio Silva

    Olá amigos do Flamengo , tantos quanto me acompanham nos comentários , sabem que sou crítico da administração Bandeira de Mello , embora , também tenha que parabenizá-lo pelo feito na recuperação fiscal , permitindo ter o Flamengo a oportunidade de respirar o ar puro da responsabilidade e reconstrução do clube caminhando em direção do progresso , recolocando-o no ápice , lugar do
    destino social , até pelos números de torcedores que formaram a nossa ‘ NAÇÃO ‘. Embora paradoxal possa parecer , os sentimentos
    quanto aos comentários auferidos , são puros , verdadeiros e apaixonado que sou do Flamengo . Quanto ao futebol , vejo malandragem
    de milhões em prejuízos praticados pelo gestor , colocando o Flamengo com muito investimento para pouco e pobre futebol no gramado
    trazendo insegurança e tristeza entre torcedores da Nação Rubro Negra ,que enche os estádios oferecendo o que de melhor , nos quatro
    cantos das canchas , e sofrendo os vexames , contumazes , sem receber nenhum alento , em contratações feita pelo Bandeira de forma
    atabalhoada sem resultados práticos . O fato de o Flamengo estar em dia com as contas , com patrocínios “desrespeitados” sem que
    possa atender os interesses destes empresários que pagam para ter retorno em seus empreendimentos , desequilibrado pelo Bandeira
    de Mello agindo como ditador do Flamengo ,sistematizado pelo sistema do legislativo , trabalhando com convocações Extraordinárias em
    um conselho que termina sem pauta , objeto de manipulação criminosa , sem que o poder fiscal nada faça , para impedir as MARACUTAIAS .

    Flamengo até morrer , eu sou

  • Paulo Pinheiro

    Com todo respeito, aquilo NUNCA foi pênalti. O Cuellar só encostou a mão no ombro do sujeito. Compare com o lance do segundo tempo do centroavante do Independiente que quase joga o Réver pra fora do campo empurrando e ele não viu falta (foi um contra-ataque que quase terminou no segundo gol).
    O Meza trança as próprias pernas pra enganar a arbitragem, que caiu feito patinho. Ridículo. Dá pra ver isso claramente na câmera que está do mesmo lado do auxiliar.
    Além disso os acréscimos determinados para o árbitro nos dois tempos foram pífios. Ele jurou o Flamengo depois do lance do pênalti (por causa das reclamações ríspidas). Em todas as tentativas de cobrança rápida de falta ele mandava voltar (isso aconteceu umas 5 vezes) pra garantir que a defesa do Independiente não fosse pega desarmada.
    Dito isto, ficou muito difícil pro Flamengo vencer aquela partida por dois motivos bem claros pra mim: 1. O Diego não jogou (o Paquetá saiu extenuado por jogar pelos dois). 2. O Arão não jogou (o Cuellar saiu extenuado por jogar pelos dois).
    Não dá pra jogar uma final com dois jogadores tão ausentes. Além disso Trauco e Everton estavam claramente fora de ritmo. Foi fatal contra um time que estava todo inteiro.

    • André Kfouri

      Pênalti indiscutível, confirmado pelo vídeo. Não há o que contestar. Em dois jogos, a superioridade do Independiente foi igualmente clara. Um abraço.

      • Paulo Pinheiro

        Há o que contestar e eu estou contestando. É discutível e eu estou discutindo. É só olhar as imagens da câmera do lado do auxiliar. Compare com o lance do Réver e você verá que o critério não bate. O Rever foi ARREMESSADO e o árbitro não viu falta, então um toquinho no ombro do argentino é? Consegue justificar isso pra manter que o lance foi “indiscutível”?
        O Independiente foi melhor em alguns momentos e o Flamengo melhor em outros em ambas as partidas. Não é a toa que o rubro-negro saiu na frente nas duas.
        O árbitro interferiu claramente, e os ridículos 3 minutos de acréscimos em ambos os tempos são INJUSTIFICÁVEIS e revelam a tendência dele, mas o Flamengo também poderia ter vencido mesmo assim se as peças que mencionei não estivessem inoperantes. Cabe auto-crítica do time.
        Mas não ignorando o quanto foi prejudicado.
        Um abraço.

        • André Kfouri

          O pênalti foi marcado pelo árbitro e, uma vez mais, confirmado pelo árbitro de vídeo. A conversa está repetitiva. Sua insistência em discutir com a imagem e com o julgamento de um árbitro vendo a imagem não o levará a nenhum lugar. Um abraço.

          • Paulo Pinheiro

            Eu não posso fingir que estou vendo o que não estou vendo.
            Que critério é esse que permite arremessar o Rever no chão mas não permite tocar no ombro do adversário?
            Enfim.
            Óbvio que não levará a lugar nenhum. Nós só sabemos que não é uma unanimidade.
            E também que não é a primeira vez que o árbitro de vídeo tomou uma decisão errada.
            Estamos engatinhando nisso.
            Aliás, levaram 3 minutos estudando. Não era um lance tão “claro” assim.

    • Paulo Pinheiro

      https://www.youtube.com/watch?v=qGd4uHxUmck
      Verifique no segundo 0:24. O Cuellar ENCOSTA no sujeito e ele trança as próprias pernas (que não são tocadas pelo rubro-negro). Jogada normal INDISCUTÍVEL.

  • Claudio

    Sr. Andre Kfouri, realmente não foi penalti, o árbitro de vídeo falhou feio nesse lance, e justamente em um jogo dessa importancia, lamentável, viu?

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