Campeão de novo



1 – Eram dois adversários para o Corinthians na noite do xeque-mate no Campeonato Brasileiro: o Fluminense e os pensamentos que se colocam entre uma equipe e aquilo que ela precisa fazer. O título vem sendo comemorado desde sábado passado, o que só aumentou a ansiedade por confirmá-lo.

2 – No primeiro ataque, outro adversário surgiu: a bola aérea. Após duas rodadas de descanso, o líder voltou a exibir um de seus principais defeitos no returno, permitindo a Henrique cabecear sozinho diante de Caíque e preocupar Itaquera antes que todos no estádio estivessem atentos ao jogo.

3 – A questão trazida pelo gol do Fluminense era psicológica. A desvantagem geraria mais precipitação ou faria com que o time de Carille se concentrasse na tarefa necessária? Era também uma questão estatística: o Corinthians não venceu nenhum jogo no campeonato em que sofreu o primeiro gol.

4 – O encontro se assentou na dinâmica que mais incomoda ao Corinthians; ter de construir seu caminho por entre uma defesa fechada, com o relógio como inimigo. O Fluminense farejava as ocasiões inevitáveis em que teria campo para correr, liderado por uma atuação elogiável de Henrique Dourado, saindo da área para se associar e conservar a bola.

5 – Em jogo construído, muito pouco. Apenas uma trama de Romero com Fágner, cujo chute rasteiro cruzou a pequena área sem ser tocado por Jô. Antes, Arana defendeu com o rosto um cabeceio de Scarpa, na principal chegada do Fluminense.

6 – No primeiro minuto do segundo tempo, o gol precoce mudou de lado. Rara jogada que chegou à esquerda, levou a bola a Clayson, e dele, com perfeição, à cabeça de Jô. Em segundos, o Corinthians fez o que não se viu durante todo o primeiro tempo.

7 – E não parou. Clayson apareceu na direita no ataque seguinte, mas desta vez errou o cruzamento para a área. Alguém dirá, com convicção, que foi um acerto, pois a bola bateu no travessão e se ofereceu para Jô cabecear e marcar o segundo. No retorno em que o Corinthians pareceu ser outro time, não é coincidência a aparição de seu jogador mais importante.

8 – A aceleração inicial logo se converteu em cadência e em uma compreensível cautela por causa das circunstâncias. Abel mexeu para tornar seu time mais ameaçador na jogada aérea, enquanto o Corinthians seguiu controlando o jogo e os próprios nervos.

9 – Dois minutos depois de mandar uma bola rasteira e caprichosa na trave, Jadson deu o OK para a festa com um chute cruzado, na rede lateral: 3 x 1. Não houve mais jogo em Itaquera, mesmo porque, em relação ao título, não havia mais campeonato.

10 – Parabéns ao Corinthians e aos corintianos.



  • J.H

    E o segundo turno péssimo do corinthians, está a apenas 2 pontos do melhor nessa fase, o Cruzeiro.

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