Domingo discreto



1 – O encontro de Palmeiras e Flamengo deveria ser um jogo decisivo para ambos e para o campeonato. Ao menos essa era a projeção para a partida entre o campeão e o terceiro colocado em 2016, já no trecho final de 2017. Favoritos no início, fizeram uma temporada repleta de equívocos e chegaram ao encerramento sentindo o gosto da frustração.

2 – A arquibancada organizada palmeirense, a mesma que clamava por Cuca durante o Campeonato Paulista e é cúmplice da diretoria, responsabiliza os jogadores. O ônibus foi alvejado na saída da Academia para o Allianz Parque, em uma cena que misturou ignorância e injustiça.

3 – Após um ano em que o time foi dirigido por três técnicos, é possível que jogadores “culpados” pelo fracasso sejam dispensados. Mas as pessoas que converteram a temporada em um manual de como não fazer futebol seguirão tomando decisões e se escondendo da responsabilidade.

4 – A trajetória do Flamengo é similar em sabor, mas distinta nos detalhes. A pressão externa minou Zé Ricardo e certos jogadores, sob o “argumento” de que não estavam à altura dos objetivos do clube. Mas o time insiste nos mesmos defeitos, algo difícil de explicar sem recorrer a subjetividades que beiram a comédia.

5 – O Flamengo exibia fragilidade defensiva quando Moisés criou o gol de Deyverson com um ótimo lançamento, aos treze minutos. Lance permitido pela oferta de tempo na origem e espaço no desfecho. O atacante nem precisou finalizar como queria para vencer Diego Alves.

6 – Sem esforço, o Palmeiras chegou ao segundo gol em um lance que os defensores rubro-negros podem descrever bem. Entre pedidos de impedimento e erros de posicionamento, eles apenas observaram o chute com efeito de Keno bater na trave e Deyverson cabecear para a rede.

7 – Rafael Vaz foi escolhido o rosto de um primeiro tempo em que o Flamengo não se aproximou do que se poderia entender como um plano. Apontar o dedo para um indivíduo em um jogo de equipes é o caminho mais curto para encerrar a questão sem saber por quê.

8 – A entrada de Vinicius Júnior no lugar de Cuéllar aumentou a exposição, mas ao menos deu ao Flamengo um senso de direção. Só que Diego Alves continuou representando a última linha de uma defesa que parecia não ter outras. Majestosa intervenção para impedir um gol de Thiago Santos.

9 – À meia hora da segunda parte, o número de ocasiões de gol do Flamengo era:

10 – Inexistência do oponente à parte, o Palmeiras fez uma atuação bem superior às duas rodadas anteriores no aspecto da execução de ideias. Foi evidente o ritmo (virtude fundamental para times que querem ser bem sucedidos) ditado principalmente por Moisés e Dudu, mesmo depois que a vantagem de 2 x 0 estava estabelecida.

11 – Um lugar na próxima edição da Copa Libertadores, espécie de salvamento da temporada, vai se solidificando para o Palmeiras nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. O Flamengo não pode pensar assim, embora tenha também uma rota via Copa Sul-Americana. Foi um domingo discreto para os dois, o que simboliza tudo o que 2017 deveria ter sido.

O CARA

Na comemoração do 1 x 0 do Corinthians sobre o Avaí, no sábado, a imagem da televisão mostrou um rapaz vestindo uma camisa com listras horizontais brancas e pretas, apontando para Kazim e dizendo: “você é o cara!’. O gol é de fato um momento transformador.

SEGUE…

Uma vaga na Copa do Mundo do ano que vem ficou com a Suíça, após um confronto em que o único gol foi produto de um pênalti inexistente. Essa é a típica situação que os críticos do árbitro de vídeo (dispensado pela Uefa para a ocasião) preferem não comentar.

BANHO DE SOL

José Maria Marin foi visto saindo para o passeio autorizado pela Justiça americana, ontem, em Manhattan (Nova York). Rápida caminhada para o almoço em um restaurante bem avaliado da cidade, e retorno dentro do horário permitido. Sempre acompanhado por um agente federal. O julgamento recomeça hoje.



  • Mário Luiz A. silva

    Enquanto isso a quarta força…

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