Resposta de líder 



1 – O dérbi começou com um chute defeituoso de cada centrovante e posicionamentos de marcação semelhantes. Corinthians e Palmeiras compartilharam a iniciativa de dificultar a saída do rival com pressão dos jogadores mais avançados. O que os diferenciava era a maneira como procuravam vencer esse primeiro bloqueio: o time de Carille, com passes longos; o de Valentim, com o jogo curto que o caracteriza desde a troca de comando.

2 – A ideia corintiana se mostrou mais produtiva nos momentos iniciais. Uma bola roubada no lado esquerdo da defesa do Palmeiras se transformou em trama para o chute de Rodriguinho, desviado por Fernando Prass para escanteio. Boa defesa, mas, como de hábito nas rodadas recentes, o meia do Corinthians finalizou mal perto do gol.

3 – Um erro de Arana no campo de ataque acionou o contragolpe e a arrancada de Borja, em jogada pessoal. Chute na rede, por fora. Amostra de que o Palmeiras, hoje uma equipe associada, também tem velocidade para aproveitar o espaço em transição.

4 – O Corinthians era claramente superior quando marcou, aos vinte e sete minutos, com Romero. Mais volume e mais organização ofensiva. A bola que atravessou a área e chegou ao aracante paraguaio, na segunda trave, pareceu ter sido batida para o gol por Rodriguinho. A imagem – que não auxilia a arbitragem no Brasil, apesar de tantos exemplos a cada rodada – mostrou Romero adiantado em um lance de alta dificuldade para o assistente.

5 – Em vantagem, o líder seguiu melhor. Prass evitou o segundo gol saindo aos pés de Jô, servido por um ótimo passe de Rodriguinho. Na cobrança de escanteio, a falha defensiva do Palmeiras permitiu que a bola batesse na barriga de Balbuena e entrasse. Uma vantagem de dois gols antes da primeira meia hora, algo que não se imagina em enfrentamentos como esse, estava estabelecida em Itaquera. E era plenamente compatível com o desempenho dos dois times no clássico.

6 – Mas não teve longa vida. Mina manteve a sequência de jogos em que o Corinthians sofreu gol(s) pelo alto. O zagueiro colombiano esbanjou estatura e impulsão em um duelo cruel com Rodriguinho na área: 2 x 1. Punição a um defeito frequente.

7 – Não houve um momento sequer de calmaria durante o primeiro tempo. Dois minutos após o gol palmeirense, Edu Dracena fez falta em Jô dentro da área. O mesmo Jô pediu a bola e a depositou no canto esquerdo do gol defendido por Prass, que caiu para o outro lado. Vantagem reconstruída em uma atuação muito elogiável do líder do campeonato em seu estádio.

8 – A segunda parte não alterou o rumo da tarde dos laterais palmeirenses. Mayke e Egídio foram constantemente expostos por Clayson e Romero. Uma tendência verificada desde o início do jogo.

9 – O Corinthians controlava o encontro sem sinais de sofrimento até ceder um escanteio do lado direito, aos vinte e um minutos. A jogada gerou mais um gol (o quarto nas últimas três rodadas), mas por um caminho diferente do habitual. Pablo desviou a bola para trás, habilitando Moisés, em posição adiantada. O volante palmeirense acertou um formidável sem-pulo e devolveu seu time ao jogo.

10 – Óbvia dinâmica do trecho final: a posse do Palmeiras levou o jogo às proximidades da área de Cássio, enquanto o Corinthians se posicionou para explorar a metragem de gramado disponível. Com Deyverson e Borja em campo, a bola aérea passou a ser a primeira opção, até mesmo com uma estratégia usada por Cuca: o lateral direto para a frente do gol.

11 – O Palmeiras teve uma coleção de escanteios, mas a ocasião em que esteve mais próximo do empate veio nos acréscimos, quando Romero infantilmente se desfez da bola e uma cobrança de lateral criou um lance de perigo com Roger Guedes na área.

12 – Resposta maiúscula do líder – que venceu os três “dérbis do centenário” – sob máxima pressão. Carille soube mobilizar o time em uma semana crucial.



  • Jairo Santos

    Boa tarde.
    Indignado. Totalmente indignado. Não porque o Palmeiras foi assaltado no Itaquerão ontem, isso é normal. Num país onde tudo está corrompido, absolutamente tudo, desde o dinheiro da merenda escolar, bolsa família, petróleo, pessoas, como acreditar que o futebol não é corrompido? Como acreditar que o futebol corre em um universo paralelo onde não há corrupção, juízes não são comprados e esquemas não são feitos pra beneficiar uns e prejudicar outros. Geralmente os times mais populares e que atraem mais mídia e vendem mais jornais.
    Choca também o fato da mídia ser conivente e bater palmas para os gravíssimos “erros de arbitragem” quando estes são em favor dos times mais queridos: Não mostram o replay ou demoram uma eternidade pra mostrar; os programas esportivos do dia seguinte não mostram os erros; os comentarista, repórter e outros, acredito que por estarem vinculados a grandes empresas detentoras ou subsidiarias de direitos de transmissão que não querem desvalorizar o seu produto, não criticam com a veemência necessária, não se indignam. Por exemplo: num jogos de futebol o time que joga bem nem sempre vence, muitas vezes se joga melhor e perde-se a partida. Um time pode começar massacrando o outro, não faz o gol, o outro se acerta, equilibra e ganha, vemos isso o tempo todo, mas se o juíz rouba pra time da massa/imprensa/ e ele estava jogando bem, pressionando, então tudo bem?!?! “o juiz errou, mas o time ia vencer do mesmo jeito” NÃO, não é que geralmente acontece.
    Só pra finalizar o desabafo: O Palmeiras estava encostando, de repente ele é roubado em dois jogos seguidos. Se fosse na Suiça eu acreditaria em coincidência, NO BRASIL, NÃO!
    Obrigado pelo espaço. Abraço a todos.

    • Julia Posey

      Vixe. Foi apenas um jogo de futebol como tantos outros, amigo. O campeonato não foi decidido por essa partida. No caso do Palmeiras, foi decidido desde o início do ano, com a soberba de sua diretoria, atletas, patrocinadores e torcida, que acreditou que ganharia tudo sem precisar queimar etapas necessárias para se formar uma equipe, no sentido coletivo que o futebol exige. Qto à “roubo” de juiz, etc, não se esqueça dos inúmeros favorecimentos que o time do Palmeiras vem recebendo desde 2015, qdo precisava voltar a ganhar algum título expressivo desesperadamente, o que não é o caso do Corinthians….enfim, se ficarmos nessa conversa, ela nunca vai ter fim. Por isso, equilíbrio e bom senso são bem vindos sempre. Já o clubismo pode cegar as pessoas. Por ex, como Corinthiana não acho que a vitória incontestável sobre o Palmeiras vá apagar o pífio 2o turno que a equipe faz. Abraço

    • J.H

      É amigo. Time com muito dinheiro de patrocinadores, e sem dividas como o Corinthians com certeza pode corromper árbitros, federações,e até dar malas de dinheiro para outros times o ajudar na tabela. Comprava tanto resultados que conseguiu ficar 23 anos na fila, e até ser rebaixado. Fala sério cara? Você deve estar brincando não é?

      • Julia Posey

        Rsrsrs Falou e disse, J.H. !!! E mesmo corrompendo árbitros, roubando todos os campeonatos desde o início de nossa história, ficamos 23 anos sem ganhar títulos. Kkkkkk

MaisRecentes

Vá estudar



Continue Lendo

Dilema



Continue Lendo

No banco



Continue Lendo