Presente



1 – O Grêmio de Luan e reservas era um convite à terceira vitória consecutiva do melhor Palmeiras que Alberto Valentim poderia montar. Encontro de cem pontos em Porto Alegre, valendo o segundo lugar na classificação e uma pressão de um dia no líder.

2 – Duas chegadas de Arroyo (a primeira, em impedimento), explorando o posicionamento defeituoso da defesa do Palmeiras. Na segunda, o equatoriano desperdiçou bom passe de Everton ao demorar para finalizar.

3 – É possível enxergar o trabalho de um técnico na terceira partida? Em comportamento, sim. Alguém escolheu jogadores, orientou e exercitou uma mudança no padrão de marcação, assim como um jogo mais curto na construção de movimentos. O Palmeiras não atua de maneira diferente por causa de um “fato novo”, mas por causa de um treinador novo.

4 – Há quem pense que o futebol é um jogo de extrema simplicidade, em que os técnicos transmitem ideias gerais e os jogadores fazem o que bem entendem. Até existem times assim, os que raramente chegam a algum lugar. Não é o caso de Grêmio e Palmeiras, claro.

5 – Mesmo assim, o encontro em Porto Alegre é sonolento. Nenhuma finalização certa na altura dos quarenta minutos, indício de movimentos interrompidos antes do estágio da emoção. O Grêmio tem a atenuante da escalação diferente. O Palmeiras, não.

6 – Um chute de Keno, na área, defendido por Paulo Victor aos quarenta e quatro minutos. Primeira conclusão no alvo da tarde.

7 – A volta do intervalo é o momento em que as intenções ficam mais claras, mas certos jogos só se alteram de fato quando um gol acontece. O Palmeiras foi o lado que comemorou logo aos três minutos, quando o chute de Dudu desviou em Marcelo Oliveira e entrou no canto que não era o procurado. A desvantagem em casa testaria o potencial do time B de Renato.

8 – Mas antes dos dez minutos, a posição palmeirense ficou ainda melhor com o gol de Moisés, no rebote de Paulo Victor. Detalhe para a presença de espírito de Keno, que passou pela bola e ficou dentro do gol para não interfererir na jogada. E ainda precisou se proteger do chute.

9 – 3 x 0 com Dudu, de novo, após a triangulação entre Keno, Tchê Tchê e Mayke pelo lado direito. Toques de primeira no espaço curto até o passe do lateral na linha de fundo, na direção da segunda trave. Os enamorados pela aleatoriedade do futebol creem que é casual.

10 – O lance começou com um lateral que poderia ser cobrado direto para a área…

11 – O terceiro gol saiu aos dezessete minutos, marcando o final da partida em relação à determinação do vencedor. Neste período, ficou evidente a distância técnica entre os times em campo, origem da impressão de que um deles “quis mais” o resultado. Sim, tudo começou com uma bola desviada, mas o que se deu depois disso foi apenas jogo.

12 – A defesa do Palmeiras não conseguiu tirar a bola da área, após a cobrança de falta de Luan, e Michel girou para marcar. Um gol que foi mais fruto de insistência do que de competência.

13 – O Palmeiras vence uma vez mais e se apresenta como principal perseguidor do Corinthians. Além de ser quem melhor joga neste momento, tem o confronto direto no dia 5 de novembro. O Grêmio se apega ainda mais à Copa Libertadores, torneio que determinará a nota final de sua temporada.

CONFISSÃO

Teve menos repercussão do que deveria a admissão de Marco Polo Del Nero de que a CBF se precipitou sobre a utilização do árbitro de vídeo em 2017. O cartola ainda se mostrou um curioso sobre o assunto, o que confirma que tudo não passou de uma reação intempestiva de quem não sabia do que falava. Ou uma “jogada” – sempre há iluminados que sugerem esse tipo de coisa – para desviar a atenção do gol que Jô marcou com o braço. De qualquer forma, é estarrecedor que a abordagem de Del Nero a um tema dessa importância seja tão descompromissada, a ponto de supor que o VAR é uma simples questão de investimento e vontade.



  • J.H

    Nessa rodada, destaca-se o gol de mão do Pratto e o tratamento que recebeu da imprensa.(leia-se imprensa que cobriu esse jogo)

  • alfredo

    Caro André, e o pênalti no Keno? Insistem em ressaltar o chute desviado do Dudu… Que foi sorte, acaso…

    • André Kfouri

      O que o pênalti – que houve – tem a ver com isso?

      • alfredo

        Você enumerou cada “lance” do jogo, certo? Por isso entendo que o pênalti deveria estar listado. Até porque, imagine se o jogo acabasse 0x0? Ab

        • André Kfouri

          Cada lance, não. Cada evento que julguei relevante/interessante. No contexto geral do jogo, este lance não tem significado. Um abraço.

MaisRecentes

Vá estudar



Continue Lendo

Dilema



Continue Lendo

No banco



Continue Lendo