Azul de novo



1 – Quando Raniel caiu no gramado castigado do Mineirão, o Cruzeiro teve de lidar com os problemas de mudar de planos por causa de uma surpresa desagradável. De Arrascaeta entrou em campo, mas, até entrar no jogo, o Flamengo deu as cartas. 

2 – A jogada do uruguaio pela esquerda, aos 14 minutos, foi o sinal de normalidade. Bom passe para Thiago Neves chegar batendo, prejudicado por um quique exagerado da bola. O chute teve força e direção, mas subiu demais. 

3 – A dinâmica da decisão era a esperada. Flamengo com a bola e o volume; Cruzeiro com o espaço e a velocidade. Pequena vantagem para os mineiros em ocasiões, em um jogo faltoso que pedia para ser libertado por um gol para qualquer lado. 

4 – Em dois escanteios, o Cruzeiro conseguiu o desvio na primeira trave e viu a bola atravessar a área, intocada. Faltou o complemento que costuma ser tão efetivo em lances dessa natureza. 

5 – Ao final do primeiro tempo, o Flamengo acumulava posse (quase 65%), enquanto o Cruzeiro acumulava lesões. Robinho foi substituído no intervalo por Rafinha. 

6 – A segunda parte trouxe um Cruzeiro mais agressivo, pois, afinal, o desejo de ser campeão pressupõe correr riscos. Um deles é a mínima liberdade concedida a jogadores talentosos que foram muito bem vigiados na metade inicial. 

7 – Quando há luta em excesso, normalmente o jogo sofre. É o caso de uma decisão em que as tentativas de imposição, de lado a lado, não foram bem sucedidas. 

8 – Já no território do “gol fatal”, Muralha quase leva a torcida rubro-negra a um mal súbito. O tapa na bola a oferece a De Arrascaeta, que só não marca porque reagir ao inesperado não é tarefa simples. 

9 – A defesa de Fábio na única chance de Guerrero no jogo foi a senha para os pênaltis, essa fantástica fábrica de heróis e vilões instantâneos. 

10 – Fábio parou Diego. Thiago Neves escorregou, mas a bola entrou e a Copa do Brasil é do Cruzeiro de novo. 

11 – Parabéns ao Cruzeiro e aos cruzeirenses. 



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