Gato



O sistema de árbitro de vídeo foi autorizado pelo International Board, organismo que cuida das regras do jogo de futebol, em junho de 2016. Anunciou-se um planejamento de testes do equipamento em diversos países, com vistas à aplicação na Copa do Mundo de 2018. Desde agosto do ano passado, portanto, profissionais conduziram experiências com o VAR nos Estados Unidos, na Austrália, na França, na Alemanha, na Itália e em Portugal. A própria Fifa usou o sistema nas últimas edições do Mundial de Clubes e da Copa das Confederações.

Nenhuma das ligas europeias em que o VAR está em funcionamento nesta temporada tomou a decisão de introduzi-lo de repente, com o campeonato em andamento e sem um período intensivo de treinamentos. Em Portugal, como informou Sálvio Spinola, comentarista de arbitragem da ESPN, foram duzentas horas de prática com árbitros, testes em mais de cinquenta partidas e reuniões técnicas com todos os clubes para que a ideia fosse explicada e compreendida. E mesmo assim o sistema ainda gera discussões e exige aprimoramentos.

Também não se cogitou, como aconteceu no Brasil desde o último domingo, utilizar o árbitro de vídeo em apenas alguns estádios em uma determinada rodada do campeonato. Na Itália, um dos primeiros países a adotar também a tecnologia na linha do gol, foi necessário fazer ajustes na programação de jogos para que todos os estádios providenciassem uma sala para os árbitros de vídeo e o correto posicionamento para as câmeras. O Cagliari atuou como visitante nas duas primeiras datas justamente para adaptar a Sardegna Arena, local onde manda seus jogos nesta temporada.

De acordo com o comunicado emitido ontem pela TV Globo, os experimentos com o árbitro de vídeo no futebol brasileiro se resumiram a testes off-line – sem interferência no jogo – nas finais do Campeonato Carioca de 2016 e apenas uma aplicação para valer, na final do Campeonato Pernambucano deste ano, que serviu para aumentar a polêmica em torno do resultado final. Mas a CBF tentou acelerar o plano de adotar o sistema apenas em 2018, como se fosse algo semelhante a instalar câmeras de segurança na entrada da sede da entidade, para que Marco Polo Del Nero possa notar a aproximação de carros pretos.

O que tinha todos os contornos de uma ideia estapafúrdia não era nada mais do que isso. E a ironia é que a CBF tem sorte por não poder mandar uma versão beta do VAR a alguns campos neste fim de semana, evitando o risco de constrangimentos e até resultados perigosos para Campeonato Brasileiro. É preciso trabalhar mais e melhor.



  • J.H

    André. Acrescente a isso que a CBF estipulou desconto de R$ 30.000 na renda do mandante para remunerar a equipe de profissionais para operar o sistema! Eita empregos criados às custas dos clubes. As federações já não estão com os cofres cheios de tantas taxas que cobram ? Já deu uma verificada nos borderôs das partidas de futebol para ver o assalto?

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