Do contra



1 – A resposta do Santos ao problema que o Corinthians apresenta como visitante ficou clara logo no início: reduzir espaços ao máximo e ser cuidadoso com a posse. O nível de eficiência exigido torna essa ideia insustentável por longo tempo, mas a possibilidade de um gol precoce a justifica.

2 – O que só não aconteceu aos sete minutos porque Cássio, quase com todo o corpo dentro do gol, conseguiu tocar na bola desviada por Ricardo Oliveira após o escanteio, alterando o desfecho de uma jogada que normalmente balança a rede.

3 – A iniciativa santista na Vila não apenas era esperada, como fazia parte da dinâmica que o Corinthians utiliza para surpreender. E ainda que não tenha sido competente como queria na criação, o Santos protegeu bem a bola. Em todo o primeiro tempo, só permitiu um contragolpe, quando Alison foi desarmado no campo de ataque.

4 – A articulação rápida do Santos também só foi vista uma vez: ótima combinação entre Zeca e Bruno Henrique, já aos quarenta e três minutos. A Cássio se poderia atribuir um milagre na defesa do chute de Ricardo Oliveira, mesmo que o atacante santista lamente a direção. Reflexo instantâneo do goleiro.

5 – O Corinthians ainda não sofreu gol no primeiro tempo, fora de casa, no campeonato. Neste domingo, a sequência se manteve unicamente por obra de Cássio.

6 – Santos em controle, entre outros motivos, porque o Corinthians não foi capaz de envolver Jô, seu jogador mais importante, em nenhum momento. Nem como finalizador e nem como preparador de jogadas para companheiros.

7 – Aparição decisiva de Vanderlei quando uma associação ofensiva do Corinthians deu certo sem querer. O chute de Romero poderia ser melhor colocado, mas teve força. O goleiro santista estava pronto.

8 – O Santos marcou em um momento de inversão do jogo: contra-ataque permitido por uma bola recuperada na defesa. Bruno Henrique, imparável, atravessou o campo pela lateral e tentou o passe para o centro da área. O desvio de Pablo ofereceu a bola para Lucas Lima finalizar: 1 x 0.

9 – Posição desconfortável para o líder, obrigado a construir diante de um adversário com letal capacidade de responder em velocidade. A permanência do placar tornaria o jogo cada vez mais ao feitio do Santos.

10 – No trecho final, a urgência do Corinthians para buscar o empate fez com que o time abandonasse sua tradicional compostura defensiva. Era tudo o que o Santos precisava para garantir a vitória. Não por acaso, o lance de mais um gol nasceu em um erro corintiano no ataque. Apenas dois passes entre Lucas Lima, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

11 – Resultado merecido para o Santos, primeiro mandante a vencer o Corinthians neste campeonato, praticamente sem correr riscos em toda a tarde. Impiedoso ao penalizar o erro do oponente em uma jogada casual, tranquilo para aguardar a oportunidade decisiva após estar em vantagem. Excelentes atuações dos jogadores mais ofensivos, criadores do segundo gol.

12 – Para o Corinthians, o preço de uma derrota natural fica maior por causa das duas anteriores. Resta ao time de Carille se reagrupar e voltar a fazer bem o que o colocou nesta posição. Por circunstâncias, mesmo uma significativa queda de pontuação não foi suficiente para colocar a liderança sob risco imediato. Mas essa poupança, é claro, não durará eternamente.

IRRELEVANTE

Não deveria haver debate sobre a expulsão de Sadio Mané, na goleada de 5 x 0 do Manchester City sobre o Liverpool, sábado. A regra do jogo de futebol determina cartão vermelho para jogadores que, com os pés altos, colocam um oponente em risco. As marcas da chuteira de Mané estão visíveis no rosto do goleiro brasileiro Ederson, ainda que a ideia do ótimo atacante senegalês – que se desculpou com classe pelo acidente – fosse tocar na bola. Para a regra, a intenção é irrelevante, assim como opiniões que levem em conta o impacto da expulsão em um jogo equilibrado.



  • Ailton Souza

    Caro AK

    No inicio do ano quando o Flamengo foi eliminado da Libertadores foi considerado a vergonha do ano.
    Quando o Palmeiras foi eliminado em casa para o Barcelona Guayaquil, passou se o Palmeiras a vergonha do ano.
    Se o Corinthians não ganha o Brasileiro será a maior vergonha do futebol brasileiro no ano?

    Abraços

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