Mais alguém?



Em participação no programa “Bem Amigos” (SporTV), na semana passada, Jorginho admitiu uma dose de remorso por não ter levado Neymar para a Copa do Mundo de 2010. O auxiliar de Dunga na comissão técnica da Seleção Brasileira explicou que o treinador resolveu não convocar nenhum jogador não testado durante o ciclo de preparação, o que fechou as portas para o futuro astro, então com dezoito anos. Embora a escolha pareça terrível em retrospecto, foi uma questão de critério estabelecido por quem não pode fugir de decisões difíceis.

O caso remete às convocações de Ronaldo (17 anos) e Kaká (20) para os mundiais de 1994 e 2002, respectivamente. Duas histórias de jogadores incluídos na chamada final como “talismãs técnicos”, capazes de apresentar soluções em situações específicas de um torneio de curta duração. Nenhum dos dois chegou a ser um fator nas campanhas que terminaram em conquistas, o que pode ter sido um argumento considerado em 2010 para não levar Neymar à África do Sul. Ele teria sido útil contra a Holanda? Nunca se saberá.

A cerca de dez meses para a Copa da Rússia, agora é Tite quem lida com a dinâmica do “grupo fechado, disputa aberta” na Seleção. E a prova de que tudo pode acontecer, inclusive nada, é a escalação do encontro de logo mais contra o Equador: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho, Willian, Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus. Quase que há exato um ano, este foi o time que derrotou o mesmo Equador por 3 x 0, na estreia do técnico. Tite fez apenas uma substituição naquele primeiro de setembro, Phillipe Coutinho no lugar de William no segundo tempo, alteração que poderia aparecer no time titular atual caso Coutinho estivesse em atividade.

Gabriel Jesus, que terá 21 anos quando o mundial russo começar, foi o último jogador brasileiro a “exigir” um lugar na Seleção com uma carreira precoce. É possível que a comissão técnica anterior demorasse mais a chamá-lo, mas custa crer que sua trajetória seria muito diferente da que se conhece: estreia em setembro de 2016, titular desde então. Se a Copa do Mundo fosse um ano antes, Gabriel teria estado não apenas no grupo, mas no time, e com todo o mérito. Tite não pode declarar o fim das possibilidades para os que não são frequentes nas convocações, mas a aparição de um fenômeno é improvável.

A não ser que Vinicius Júnior decole no Flamengo. Ele não irá para o Real Madrid antes de completar 18 anos , em julho do ano que vem. Pode entrar no avião para Moscou quando o embarque estiver quase concluído. 



  • Ailton Souza

    Caro AK

    Se só agora o Tite convocou o Luan do Gremio, porque ele levaria o Vinicius Junior para Copa de 2018?

    Abraços

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