Necessário



A derrota para o Atlético Goianiense foi a primeira partida do Campeonato Brasileiro em que o Corinthians atuou sem Jô. Até esta altura, o líder tinha conseguido resolver de maneira satisfatória os problemas de escalação que afetam todos os times em um campeonato longo, ao compensar as ausências de figuras importantes com atuações de bom nível no aspecto coletivo. No sábado, em Itaquera, ficou evidente que o centroavante é o jogador imprescindível do elenco dirigido por Fábio Carille, aquele cuja substituição simplesmente não é possível.

Na formação ideal do Corinthians, a presença de seis jogadores é fundamental em termos de desempenho ofensivo: os dois laterais, os dois meias e os dois atacantes titulares. O fato de o time ter sofrido para controlar boa parte dos jogos contra o Cruzeiro (sem Fágner e Rodriguinho), Flamengo (sem Jadson e Romero) e Vitória (Arana se machucou e Jadson estava limitado), todos em casa, não é coincidência. Com a bola, o Corinthians depende das associações pelos lados e da movimentação de Jô e Romero (também ausente, assim como Arana, no encontro com o time goiano).

O artilheiro do Corinthians não faz apenas gols. Jô fixa um defensor adversário, é a referência que retém a bola no campo de ataque, que a distribui após o domínio ou com desvios pelo alto. Ele tem também um papel defensivo importante nas jogadas de bola parada do oponente. No gol do Atlético Goianiense, Gilvan cabeceou na primeira trave após a cobrança de escanteio do lado direito. Kazim, substituto de Jô, foi superado no lance. Essa não é a única razão da segunda derrota no campeonato, claro. Falhas de finalização, outra área em que o centroavante titular fez falta, impediram ao menos um empate.

Jô é desfalque mais sensível, mas os circuitos de jogo do Corinthians terão problemas maiores ou menores a cada vez que este grupo de seis jogadores estiver incompleto. As dificuldades são mais notáveis nas partidas em Itaquera, seja quando é preciso construir o resultado com posse no campo ofensivo, ou quando, já em vantagem, o Corinthians retrocede para atrair e surpreender. Como visitante, embora o time invista inicialmente em sua capacidade de se defender, os dois atacantes titulares são necessários para manter a ameaça e, principalmente, a eficiência ofensiva.

Não é razoável esperar que uma equipe sustente um alto nível de atuação durante todo o Campeonato Brasileiro. O aproveitamento anormal do Corinthians no primeiro turno tem dois resultados práticos: o conforto que lhe permite navegar por momentos como o atual com menos pressão, e a menor distância para a pontuação que deve significar o título. Mesmo assim, é a qualidade do desempenho do time, em relação ao que se propõe, que o manterá ou não como favorito ao troféu. O que colocou o Corinthians nesta posição foi o hábito de praticar bem o tipo de futebol que escolheu, tarefa afetada por desfalques em posições específicas.

DESCONTROLE

Números interessantes – exceto para o torcedor são-paulino, claro – levantados por Rodolfo Rodrigues, no portal UOL: em cinco das últimas seis rodadas do Campeonato Brasileiro, o São Paulo sofreu dois gols em intervalos curtos de tempo. Contra Botafogo (aos 18 e 25 minutos do primeiro tempo), Coritiba (11 e 22 do segundo tempo), Bahia (40 e 43 do primeiro), Cruzeiro (5 e 11 do segundo), e Palmeiras (35 e 38 do primeiro). O mesmo problema aconteceu em jogos do campeonato estadual.

PARABÉNS

A Seleção Brasileira se reúne em Porto Alegre, quase no aniversário de um ano do primeiro jogo (1 de setembro de 2016, 3 x 0 no Equador) sob a direção de Tite. De lá para cá: bom jogo, vitórias em sequência, classificação assegurada para a Copa do Mundo do ano que vem e uma completa transformação na relação com o público. É muito, ainda mais em tão pouco tempo. E pode ficar melhor até o mês decisivo na Rússia. 



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