Gols fora, Flamengo dentro



1 – O Flamengo abordou da maneira mais inteligente a vantagem que construiu no primeiro jogo: procurando o gol que teria um efeito pesado para determinar o vencedor do confronto. Nenhum sinal de recuo ou espera nos primeiros movimentos na Vila.

2 – Demorou nove minutos. Formidável passe de Diego para Berrío ganhar de Jean Mota na velocidade e superar Vanderlei com um toque de classe. A primeira ocasião do Flamengo no jogo já tinha usado essa rota. Na segunda, gol.

3 – Seria necessário um resultado épico para classificar o Santos, que, após a chegada de Levir Culpi, investe em um jogo de menos controle. Obrigado a fazer quatro gols, não restava outra postura que não fosse assumir riscos em busca de um placar improvável.

4 – Mesmo em posição confortável, o Flamengo seguiu jogando e marcando o oponente longe do próprio gol. Aceitar um jogo disputado primordialmente em seu campo de defesa seria conviver com um perigo constante e desnecessário.

5 – Um tremendo chute de fora da área de Bruno Henrique animou o Santos. Pará e Berrío o vigiavam, na esquerda do ataque, quando o passe de Vecchio chegou. O corte para o meio preparou a finalização inacessível para Muralha: 1 x 1, aos trinta e quatro minutos.

6 – Quando o “se o Santos fizer outro gol antes do intervalo…” dominava a análise, Leandro Vuaden marcou pênalti de Réver em Bruno Henrique, embora a televisão mostrasse que o zagueiro tocou na bola. A intervenção do quarto árbitro, Flavio Souza, reformou a decisão e protegeu o jogo.

7 – Vuaden demorou para marcar a penalidade, o que sugere dúvida. A volta atrás foi um acerto (algo positivo, obviamente), mas deixa uma pergunta evidente: o que o quarto árbitro viu, de sua posição, que o árbitro não conseguiu ver?

8 – A arbitragem de futebol não precisa de mistério, mas de transparência. A adoção do recurso de vídeo é a única medida que oferece o aumento do percentual de sucesso com as devidas informações ao público.

9 – No episódio, infelizmente, foi apagado um grande passe de Lucas Lima.

10 – A jogada de Everton para Guerrero, no primeiro minuto da segunda parte, também mereceu elogios. Drible e assistência para o peruano marcar o gol que fez o Santos andar para trás.

12 – Mas tudo mudou em um intervalo de dois minutos. Um escanteio (gol de Copete) e uma linha de passes de cabeça na área do Flamengo (gol de Victor Ferraz) deram o placar ao Santos: 3 x 2.

13 – E nos acréscimos, outro gol de Copete.

14 – Deu Flamengo, pela única via possível: fazer gols e tentar vencer, mesmo que uma derrota valesse a vaga.



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