Ponteiro



1 – Em recente conversa informal com jornalistas, Mano Menezes disse – em tom bem humorado – que “falam que o Carille se espelha no Tite, mas ele gosta mesmo é do Mano Menezes, gosta de uma defesa…”. À época do comentário, o Corinthians de Carille ainda não exibia o volume ofensivo que se notou nas últimas partidas, e que se esperava ver no encontro do técnico com um de seus mentores.

2 – Visitante em Itaquera, era natural que o Cruzeiro adotasse um comportamento cuja ideia principal era minimizar riscos. E a exemplo do que fez na vitória sobre o São Paulo, o Corinthians se mostrou à vontade ao levar o jogo ao campo de ataque e sustentar cerca de 60% de posse durante os primeiros vinte minutos.

3 – A competente vigilância a Jadson e Marquinhos Gabriel dificultava o passe mais incisivo nas proximidades da área mineira, ou mesmo a bola alçada à procura do desvio de Jô. E como o Corinthians não permitia contragolpes, o jogo transcorria sem ocorrências de gol. No choque de posturas, ninguém prevaleceu até os minutos finais do primeiro tempo, embora o líder do campeonato procurasse o protagonismo entre as fechadas linhas azuis.

4 – Aos 42 minutos, um lapso defensivo do Cruzeiro bastou para Balbuena marcar, após cobrança de escanteio de Jadson. O zagueiro paraguaio cabeceou sem ser incomodado, como se fosse invisível. Gols em lances de bola parada incomodam os times que os sofrem também pelo fato de serem movimentos treinados exaustivamente. A falha obrigaria o Cruzeiro a alterar seu planejamento de espera na volta do vestiário, quando provavelmente encontraria um Corinthians marcando alguns metros para trás.

5 – Essa dinâmica produziu chances para os visitantes. Alisson – em campo como substituto de Henrique – foi autor de um chute perigoso, pouco antes de Ábila perder uma ocasião gigantesca ao ver a bola se oferecer na área, após um escanteio. A finalização foi muito defeituosa e passou por cima do gol.

6 – Duas grandes defesas de Fábio em bolas aéreas impediram o segundo gol corintiano. Um impedimento mal assinalado tirou de Jô uma oportunidade clara. O Corinthians ameaçava, aproveitando-se do campo cedido pelo oponente, mas sem contundência.

7 – Mano fez Rafael Sóbis entrar para aumentar a capacidade ofensiva de seu time. Carille respondeu com Giovanni Augusto, quando Jadson cansou. Quinze minutos finais de tensão em Itaquera.

8 – Cássio teve de trabalhar duas vezes para assegurar a vitória. Em uma noite em que foi menos intenso do que de costume, o Corinthians se manteve líder.



  • Bruno Giosa

    Oi André, vai comentar o clássico na próxima coluna?

    Abs

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