Diplomas



Vanderlei Luxemburgo aparentemente não compreendeu as avaliações de seu trabalho desde o último título importante que conquistou, há treze anos. Confessar-se incomodado com “o cara dizer que eu não ganho” e prometer conquistas com o Sport pode ser uma forma de acionar o estímulo interior que parece adormecido, mas não será uma resposta ao declínio de seu desempenho como treinador, representado pelo desinteresse dos principais clubes do Brasil.

Em seu auge, o que diferenciava Luxemburgo dos demais técnicos brasileiros não eram os troféus que ele produzia, mas a forma como os conquistava. Suas equipes eram modernas, minuciosamente preparadas para superar oponentes com superioridade técnica e estratégica, bem escaladas e – talvez uma qualidade pouco valorizada – inteligentemente alteradas durante as partidas, conforme a necessidade.

Em contraste com os depoimentos dos jogadores que conviveram com Luxemburgo nesses “anos dourados”, o que se comentou sobre seus trabalhos recentes revelou um técnico que deixou de se dedicar à preparação de times da mesma forma, o que explica o futebol opaco que tantos clubes apresentaram sob seu comando. E o vitimismo onipresente (“querem apagar o que conquistei”) é um indício de que suas energias estão realmente direcionadas para o sentido errado.

Além de se equivocar, Luxemburgo se contradiz a cada vez que menciona os avanços que afirma ter trazido para o futebol. Se correspondem à verdade, eis a prova de que ele foi um treinador de vanguarda, à frente dos demais com os quais competia. Foi, há um tempo razoável. E hoje? Será possível que, em um jogo que se transforma em ciclos cada vez mais rápidos, o que se praticava em 2004 permanece avançado? Celso Roth, por exemplo, afirma que o futebol parou em 2006…

Manter-se na linha de frente da profissão de técnico de futebol não é simples, mesmo no Brasil, em que a “elite” é representada por algo como doze clubes. A análise da carreira em alto nível dos melhores treinadores do mundo mostra períodos de cerca de dez anos como referências de desempenho e resultados. É um movimento natural, decorrente da evolução do jogo, da competição acirrada e da obrigação de dedicação permanente. A trajetória de Luxemburgo confirma essa tendência.

Johan Cruyff dividia a categoria em treinadores de futebol e treinadores de títulos. O melhor Vanderlei Luxemburgo tinha ambas as certificações, mas elas não foram renovadas. Garantir troféus, além de incompatível com a realidade do Sport, é um atalho que não o reconduzirá ao patamar profissional que pretende ocupar. Só o jogo é capaz disso.



  • Ailton Souza

    Caro AK
    O que você achou da declaração do Mano Menezes no Bola da Vez da saída dele do Flamengo “festas de jogadores e ingerência de cartola.”?
    Lembramos que do Bonde da Stella só tinha o Paulinho recém chegado ao clube vindo do interior paulista.
    Este plantel de jogadores veteranos, do interior e jovens promessas querendo se firmar podem ser tão festeiros assim ao ponto de fazer um treinador rescindir um contrato?
    Felipe Léo Moura Chicão Wallace André Santos Cáceres Luiz Antonio Elias Carlos Eduardo Paulinho Hernane Paulo Victor Marcos González L Samir João Paulo Amaral Diego Silva Nixon Adryan Rafinha Marcelo Moreno
    Abraços

    • Paulo Pinheiro

      Metendo meu bedelho: acredito muito mais na “ingerência de cartolas”
      Sobretudo no que se refere a meter-se na escalação de jogadores.
      O Brasil inteiro sabia que o Carlos Eduardo não estava jogando p** nenhuma mas tava sempre escalado.

      • Ailton Souza

        Caro Paulo

        Só que na entrevista o Mano diz que saiu por causa das festas dos jogadores e porque o BAP não deixou ele da entrevista a 2 jornalistas agendado pela filha dele.
        O chato de alguma entrevista que o entrevistador não questiona o entrevistado e ele aproveita e diz qualquer coisa.
        O famoso bonde da Stella: Alan Patrick, Everton, Marcelo Cirino, Paulinho e Pará.
        Ele aproveitou 4 anos que todos esquecem dos fatos para se passa de bom moço.
        Sem contar ele fala que deu a entrevista assim mesmo.
        O que disse o vice-presidente de marketing do clube, Luiz Eduardo Baptista (o BAP), em 21/12/2013:
        “Um erro que cometi, foi em relação ao Mano Menezes que eu achei que estava contratando e não era o Mano Menezes de verdade. O Flamengo não é para iniciante. Nós trouxemos um cara que achávamos que tinha um bom emocional. Eu achava que o Mano era uma cartada de longo prazo com a gente. Eu separo menino de homem de acordo com a maneira em que a pessoa encara os desafios que têm na vida. Então admito que errei na leitura que fiz do Mano.
        Você e o AK, lembra da resposta do Mano sobre esta afirmação do BAP?
        Eu não me lembro.

        Abraços

        • Ailton Souza

          Caro Paulo

          A atitude do Mano no jogo contra Chapecoense é mais uma demonstração que ele não receberia ingerência de diretores de Marketing. Pois dar uma declaração e ter aquela atitude no jogo de 5ª feira é não ter nenhuma preocupação com o marketing
          “- Não, não foi sem querer não. Eu estava na minha área técnica e fiquei na linha para atrapalhá-lo um pouquinho. E tenho o direito de fazer – disse Mano.
          Treinador do Cruzeiro deu passo para o lado no momento em que jogador da Chapecoense ia efetuar a cobrança no empate em 0 a 0 na Arena Condá”

          Abraços

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