Daquele jeito



1 – A única dúvida era se Cuca aplicaria à sua estreia na Copa Libertadores o ritmo acelerado que caracteriza seus times, ou se o conforto do regulamento o faria adotar um compasso mais controlado.

2 – Se dependesse do ambiente no Allianz Parque, o controle ficaria do lado de fora do estádio, mesmo porque um gol inicial aumentaria o conforto a um nível praticamente definitivo.

3 – E de fato não houve jogo até o gol de Mina, aos quinze minutos. Só Palmeiras. A jogada ensaiada de cobrança de falta hipnotizou a defesa do Atlético Tucumán: Zé Roberto, Guerra, Roger Guedes… e o zagueiro colombiano empurrou para a rede. Lance que Cuca retirou do manual ofensivo do ano passado (ver: Palmeiras 2 x 1 Coritiba, BR-16).

4 – Um pouco antes, Guerra – aproximando-se do patamar técnico capaz de torná-lo o principal jogador do time – poderia ter marcado, de voleio, um gol para não esquecer. Havia um zagueiro argentino no meio do caminho.

5 – O Atlético Tucumán surgiu no gramado oito minutos após o gol, quando Barbona foi lançado contra dois marcadores, passou por ambos com um só movimento e bateu forte, na trave. Um ataque isolado, e o jogo poderia estar 1 x 1.

6 – E só não ficou assim porque Rodríguez chutou torto após o rebote de Prass, jogando o gol argentino pela linha de fundo em uma chance clara. O Palmeiras tinha bola e espaço, mas não ameaçava o goleiro Lucchetti.

7 – Ao término do primeiro tempo, a tranquilidade do cálculo da classificação não se traduzia no gramado, onde o jogo era incômodo apesar do placar. O Palmeiras soube criar o cenário para o segundo gol, só não soube encontrá-lo.

8 – Quando o Palmeiras voltou do vestiário em modo “início de jogo”, o time argentino estava vacinado. Não se recolheu como na primeira parte, quis jogar. Um gol de Rodríguez, anulado por impedimento, foi o primeiro aviso. Outro dele, de cabeça, determinou o 1 x 1 que o Tucumán fez por merecer. Rara falha de Prass ao tentar socar a bola e sequer tocá-la.

9 – Gols não eram urgentes, mas necessários. Willian, em campo no lugar de Borja, teve gelo nas veias para preparar o chute dentro da área e evitar um defensor caído à sua frente: 2 x 1, num lance em que a calma do atacante palmeirense criou um efeito de câmera lenta.

10 – A vantagem não trouxe paz. Jean por pouco não marcou contra e Prass impediu novo empate ao defender um chute de Aliendro. Lucchetti negou um gol de cabeça a Michel Bastos, na troca de golpes em um final de jogo franco.

11 – Zé Roberto assinou o terceiro, com categoria, nos acréscimos. Vitória suada, liderança assegurada. O Palmeiras foi campeão brasileiro assim.



  • Ailton Souza

    Caro AK

    Como explicar um time com os números abaixo ter o seu treinador tão contestado tanto pela torcida como pela imprensa esportiva?

    Flamengo 2° melhor Total de pontos ganhos – 65
    Flamengo 2° melhor ataque – 59
    Flamengo 2° melhor saldo – 38
    Flamengo 3° em número de vitória – 19
    Flamengo 3° em número de derrota – 3
    Flamengo 5a melhor defesa- 21

    Abraços

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