Metamorfose



1 – Evidente preocupação de Eduardo Baptista com a jogada aérea do time uruguaio. Mina, Dracena e Victor Hugo na formação da defesa. Mas o comportamento receoso nos movimentos iniciais indicou problemas muito mais preocupantes do que o sistema escolhido. Ausência de jogo coletivo diante de um oponente inferior no aspecto técnico.

2 – O gol do Peñarol demorou apenas treze minutos: cruzamento da direita, Affonso superou Mina – com falta – e anotou. O árbitro não viu o puxão no braço do zagueiro palmeirense, tão claro que Mina aparentemente desistiu de participar do lance e tentou “vender” a infração.

3 – O placar não tornou o jogo mais disputado, porque o Palmeiras seguiu dando a impressão de estar desconfortável em campo. Articulação mínima e muitos erros resultaram em tentativas de fazer a bola ir direto da defesa ao ataque. O Peñarol não poderia desejar um adversário mais permissivo em uma situação de obrigação de vitória.

4 – Em outra investida pelo lado direito, Petrik desviou o cruzamento com o ombro, fazendo a bola chegar para Junior Arias acertar um voleio: 2 x 0. Diferença justa para o que o primeiro tempo mostrou, muito mais pelo jogo escuso apresentado pelo Palmeiras do que por qualquer virtude do time da casa.

5 – Baptista alterou o desenho de sua equipe ao retirar Victor Hugo (Willian) e Egídio (Tchê Tchê) no intervalo. O efeito foi imediato, com o formidável gol de Willian – chapéu no marcador e finalização sem deixar a bola cair – logo aos três minutos. O gol era obviamente importante, mas o que permitia vislumbrar um resultado interessante em Montevidéu era o futebol diferente que o Palmeiras praticava.

6 – E esse resultado só não se materializou aos doze minutos porque Roger Guedes tocou muito mal na bola e jogou um gol feito por cima do travessão. O goleiro Guruceaga não estava na jogada. Incrível.

7 – Mas Mina se redimiu. Gesticulou com os braços, pedindo a Jean o levantamento na área, e foi absoluto pelo alto. A jogada que só foi possível porque o próprio zagueiro lutou para recuperar a bola no ataque terminou no gol de empate, merecido pela transformação que permitiu ao Palmeiras dominar o encontro.

8 – 2 x 3, de novo com Willian, após um chute de longa distância de Guerra que Guruceaga não segurou. Amplo domínio de um time que não parecia o mesmo que se viu no primeiro tempo. Total metamorfose após o descanso.

9 – A classificação do Palmeiras está encaminhada. Mas por causa da briga generalizada ao final, esse jogo não terminará tão cedo. A Libertadores não pode ser isso.



  • Adriano Silva Reis

    Em jogos difíceis o Palmeiras mostra que tem calibre pra reverter o placar, e sem cair na catimba dos uruguaios. Mostrou que sabe jogar, e teve tranqüilidade pra fazer os gols de ontem

  • GOBATTO-ENEA

    Creio que o Penarol vai se classificar ainda. Dizem que o time é fraco … mas o Jorge e o Tucuman é mais. Se o Palmeiras bater o Jorge lá (o que é provável) …Penarol decide em casa na última rodada.
    Já imaginaram um Palmeiras x Penarol novamente nas oitavas?

  • Bruno Fernandes

    Peñarol, infelizmente, só restou a camisa. O Willstermann, quem diria, mostrou muito mais futebol que eles, e hoje os uruguaios estão no nível de um time pequeno e simples como o Tucuman.

    A Libertadores tem tudo pra ser o torneio de futebol continental mais legal de todos. Mas essas coisas o fazem algo não muito melhor que um torneio de várzea, onde dependendo do bairro que você vai jogar, é melhor perder pra deixarem você sair com vida de lá.

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