Errático 



1 – A abordagem conservadora para receber o Internacional em Itaquera seria diminuir riscos ao nível mínimo até o time gaúcho inevitavelmente se expor. A postura arrojada seria pressionar em busca do gol que aumentaria, e muito, as possibilidades de classificação.

2 – Nenhuma das opções foi necessária. Jô só conseguiu tocar de leve na bola arremessada por Fagner, direto para a área. Enquanto a defesa do Internacional olhava, Maycon finalizou cruzado e o Corinthians se viu em vantagem quando o jogo ainda esquentava.

3 – E se Jô, acionado por Rodriguinho, não falhasse ao procurar o canto esquerdo do gol de Marcelo Lomba, a eliminatória estaria em 3 x 1 para o Corinthians antes dos dez minutos. Sem grande esforço ou comportamento dominante em campo.

4 – De certo modo, o gol libertou o time de Zago. Se com o zero a zero era permitido manter certa prudência, em desvantagem não havia outra saída a não ser dar vários passos à frente e lidar com as consequências. Por um razoável trecho do primeiro tempo, o Inter foi perigoso em bolas aéreas, enquanto o Corinthians se colocou em seu “conforto defensivo”.

5 – Mas a jogada construída mais incisiva quem fez foram Rodriguinho, Fágner e Romero, nos acréscimos: sequência de passes na área adversária que terminou em um chute fraco do atacante paraguaio, defendido por Lomba.

6 – O Inter não tinha opções estratégicas para o segundo tempo. O Corinthians, sim. A julgar pela forma como o time tem se comportado em 2017, mesmo em casa, seria seguro apostar em um posicionamento que chamasse o oponente e o convidasse a errar. Proteção e reação.

7 – Na primeira ocasião para contragolpe, Romero dominou um lançamento de Jadson com notável categoria. O cruzamento do lado esquerdo encontrou Rodriguinho desmarcado e com tempo para escolher o melhor cabeceio. A bola passou muito perto da trave direita do gol gaúcho.

8 – Era evidente a dificuldade do Internacional para superar o bloqueio, assim como o sofrimento da zaga corintiana pelo alto. Após escanteio originado por uma bola perdida por Jadson à frente da área, Cássio defendeu o cabeceio de Carlos. No rebote, o chute de Nico López passaria à frente do gol, se Fagner não o desviasse para a própria rede: 1 x 1.

8 – Na medida em que o jogo se aproximava do território do erro fatal, o Corinthians teve três ocasiões para vencer: um cabeceio que Jô e Pablo “dividiram”, um gol inacreditavelmente perdido por Clayton, e um chute de Jô que Lomba pegou. Do outro lado, Cássio impediu um gol de Carlos.

9 – Nos pênaltis, Lomba defendeu duas cobranças e o chute de Arana voou para longe gol. O Inter segue.



  • J.H

    Quem não assistiu ao jogo, mas leu essa postagem com certeza “viu” o que aconteceu. E, entendeu. Lembro de uma vez que assisti a um jogo do Corinthians e depois ouvi uma análise do Calçade e fiquei surpreso pela fidelidade. Enquanto ouvia, literalmente revi o jogo. Este post me fez relembrar aquele. Este, muito menor, o que revela grande poder de síntese.Obrigado.

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