Uruguai 1 x 4 Brasil



1 – A arrancada de Neymar logo aos três minutos foi um aviso ao Centenário de que quem tem jogo não tem medo. Ao contrário, gera medo. O passe de Coutinho para o meio da área sofreu um leve desvio que provavelmente roubou o gol de Firmino.

2 – Mas o futebol é esse senhor bem humorado que tem desejos repentinos. Marcelo olhou para fora da área enquanto a bola voava na direção dele, mas Cavani já tinha lido a mente do lateral brasileiro. Antecipou-se ao recuo com o peito e chegou antes de Alisson, que não pôde evitar o choque. Pênalti que o mesmo Cavani cobrou impecavelmente: 1 x 0 aos oito minutos.

3 – O resultado não tinha nada a ver com o jogo, e seguiu sem ter. Porque o Brasil saía de seu campo com precisão e lucidez, embora merecesse uma repreensão por excesso de enfeites na intermediária de ataque.

4 – Outro lance iniciado por Neymar reestabeleceu a justiça. Mas o aplauso vai para Paulinho, autor de um tremendo gol de fora da área. A bola passou entre as pernas de Godín e Martín Silva só a viu quando a rede a devolveu.

5 – “Mas como assim?! Ele joga na China!!!!”. É…

6 – Primeiro tempo de estratégias definidas. O Brasil controlou o campo, o Uruguai controlou o ar. Bola aérea ofensiva, com Cavani e os zagueiros, sempre perigosa.

7 – Justiça completa aos sete minutos do segundo tempo, quando Martín Silva soltou o chute de Firmino e Paulinho surgiu para conferir o rebote: 1 x 2.

8 – “Mas como assim?! Ele joga na Chiiiiiina!!!”. Pois é.

9 – Detalhe: a jogada começou com um lateral cobrado por Marcelo, na esquerda do ataque. A bola chegou ao outro lado, entrou e saiu novamente, para voltar ao centro para a conclusão de Firmino.

10 – E quase na marca da meia hora, o Centenário pensou: golazo! Não gritou porque não pôde, pois o gol foi de Neymar. Leve toque por cobertura, após dominar a bola levantada por Miranda no campo de defesa. Um gol para encerrar o jogo, se é que isso é possível quando o adversário é o Uruguai.

11 – O primeiro gol do jogo nasceu em um toque de peito, fruto de uma decisão errada de Marcelo. O último gol saiu do peito de Paulinho, completando o cruzamento de Daniel Alves como se fosse um centro-avante: 1 x 4.

12 – “Mas como…”

13 – Na noite em que saiu perdendo – primeira vez sob o comando de Tite – em um ambiente intimidador, a Seleção Brasileira não se afastou do futebol que decidiu praticar desde a substituição na comissão técnica. Testada e, novamente, aprovada.



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