No LANCE! de hoje



17 EM 17

Dezessete temas (não necessariamente nesta ordem) que marcarão o ano, no futebol:

1 – A Seleção Brasileira. Não é exagero dizer que o ano passado salvou a camisa amarela. Micale conquistou a medalha da reconciliação, e Tite iniciou a atualização. É preciso seguir evoluindo.

2 – A temporada diferente. Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores caminhando juntos: um desafio técnico e de planejamento que exigirá sabedoria no manejo de elencos.

3 – Os trabalhos que prosseguem. Dorival Júnior, no Santos; Zé Ricardo, no Flamengo. O futebol é parceiro da continuidade, mas requer estímulos variados e constantes para dar frutos.

4 – Os trabalhos “semi-novos”. Jair Ventura, no Botafogo; Renato Portaluppi, no Grêmio. Ambos começam o ano no comando, com as próprias ideias e a responsabilidade que elas carregam.

5 – Os novos trabalhos. Eduardo Baptista, no Palmeiras; Roger Machado, no Atlético Mineiro. Máxima expectativa e o perigo da cobrança imediata, no caminho de gestores de ótimos elencos.

6 – As novas carreiras. Rogério Ceni e Fábio Carille, técnicos. Posições semelhantes, situações distintas, necessidade de suporte e proteção em um mundo que ignora esses conceitos.

7 – Gabriel Jesus. Diferente desde o princípio, ele agora estará sob as ordens de Pep Guardiola, pregador do futebol de ataque. A próxima etapa de sua formação vai começar em breve.

8 – Philippe Coutinho. Ele está definitivamente estabelecido como um jovem astro, no time e com o técnico certos para lançá-lo aos voos que sempre sonhou. E ainda crescerá.

9 – Neymar. A temporada europeia do melhor futebolista brasileiro tem sido discreta. Em Barcelona, fala-se com saudade do craque que comandava o time na ausência de Messi.

10 – Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Neymar. Existe um time privilegiado a ponto de escalá-los, juntos, para que criem, atormentem, decidam. É o Brasil, como a Argentina bem sabe.

11 – A Chapecoense. O segundo time de todos, no primeiro ano do resto de sua vida, após a tragédia que seguirá nos comovendo para sempre. Que tenhamos aprendido alguma coisa.

12 – Marco Polo Del Nero. O Marco Polo que não viaja permanece abaixo do radar, escondido pela sombra, protegido pelo sucesso da Seleção Brasileira. Mas deve continuar em foco.

13 – O falso debate “estudo x praia”, no âmbito dos técnicos. Perda de tempo que eleva o nível de desinformação do público. Nada supera o conhecimento, uma fonte que não se esgota.

14 – O time grande rebaixado. Sempre há um, vitimado por dirigentes do século passado, erros em sequência, trocas de técnicos… o pacote conhecido. Em 2016 foi o Internacional.

15 – O futebol chinês. A Super Liga do país asiático acaba de superar o Campeonato Espanhol no número de jogadores entre os dez mais bem remunerados. Quem será o próximo a dizer sim?

16 – O STJD. Você tem duvida de que ouvirá falar nos nobres auditores, provavelmente no final da temporada, quando as luzes estiverem bem fortes sobre momentos decisivos?

17 – Seu time. Não importa se ele aparece ou não nesta página. O que importa é o que ele significa para você, pois isso é o que move este jogo apaixonante, parte da vida de tanta gente.

CHANCE

O desastre da Chapecoense abriu uma pequena janela na maneira como normalmente se vive o futebol no Brasil e na América do Sul. Por alguns dias, ficou evidente a noção de que o jogo não é nada se não proporcionar a reunião de pessoas, em vez do distanciamento. Partidas de futebol em diversos países foram marcadas por sentimentos nobres que ressaltam os verdadeiros valores do esporte, independentemente das vontades da indústria que o engloba. A proteção desses valores depende de um novo tipo de convivência em estádios, em debates, nas ruas. Pode soar utópico, diante do ambiente de intolerância que dominou o futebol, mas certamente é possível. E o ano que está começando nos apresenta essa chance.

(publicada em 2/1/2016, no LANCE!)



  • renato soares de oliveira

    Houve uma queda considerável no número de gols do Neymar mas as suas assistências melhoram tanto na quantidade quanto na qualidade, principalmente na liga dos campeões. Hoje em dia a mídia avalia um atacante mais pelo número de gols do que pelo conjunto da obra. Não dá pra quantificar a qualidade de um jogador, as estatísticas ajudam mas não dizem tudo.

    • Alisson Sbrana

      Concordo com seu argumento, mas ainda assim, tirando a participação de Neymar na seleção de Tite, o ano dele parece realmente inferior. Claro, posto o tamanho que ele já alcançou. E digo isso sendo totalmente parcial (minha esposa diz que sou mais uma neymarzete e ela tem razão), pois assisto aos jogos do Barça unicamente porque o menino da vila lá está. O ano não foi ruim, claro, mas fiquei com essa sensação de “saudade” que o AK mencionou. Abraço.

      • renato soares de oliveira

        Eu não vi muitos jogos dele no espanhol mas na liga dos campeões ele comeu a bola. Provavelmente no espanhol ele deve ter deixado a desejar mesmo

        • Alisson Sbrana

          Mas 2017 começou bem.

  • Alisson Sbrana

    Olá, AK. Bom ano novo para você, para a família e para seus seguidores aqui (eu incluso!!!).

    Essa sua coluna de temas para o ano é muito interessante sempre. Uma ideia que me ocorreu lendo essa de 2017 é voltar na 2016 e ver como ficaram os apontamentos. O que apareceu de novo, o que se confirmou como destaque (positivo ou negativo), enfim. Um pedido mais ousado seria um comentário seu a respeito dos 16 temas. Ou, para curiosos como eu, um link direto para a coluna, para quem se interessar.

    Abraço.

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