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CENI, 43, TREINADOR

Rogério Ceni soa como um proponente do futebol de ataque. Suas conversas recentes com treinadores na Europa sugerem a formação de um jovem técnico disposto à ofensividade e à ousadia. “Eu prefiro perder arriscando tudo sempre a ficar jogando no contra-ataque”, diz o futuro comandante do São Paulo. “Mas Simeone é o contrário [dessa proposta] e também tem êxito”, completa.

O contato com Jorge Sampaoli, em Sevilha, só deixou impressões positivas e confirmou uma identificação na forma de pensar o jogo. “Ele joga no limite na defesa, é muito corajoso e pressiona o máximo que puder contra qualquer adversário”, conta Ceni. “Eu penso como ele e adoro como ele encoraja o time a jogar para frente”.

Mas ele reconhece o risco permanente que acompanha a ofensividade, usando o exemplo das quartas de final da Copa Sul-Americana de 2012, quando o São Paulo construiu um placar agregado de 7 x 0 sobre a Universidad de Chile, dirigida por Sampaoli. “Fizemos 2 x 0 no Chile e aqui ele veio para cima, num 3-4-3. Nós ganhamos por 5 x 0”, lembra.

Rogério também se lembra de uma verdade do futebol; ideias não bastam para conduzir um time ao sucesso, ou mesmo a um lugar que se aproxime dos objetivos estabelecidos. É longa a lista dos treinadores que não conseguem aplicar suas visões aos times em que trabalham, porque tudo também “depende do elenco que você tem, dos jogadores, de quem vai enfrentar…”. A adaptabilidade sempre foi um atributo dos técnicos bem sucedidos.

As afinidades com Sampaoli fazem total sentido. O técnico argentino é um modelo de futebol ofensivo aplicável à realidade do jogo na América do Sul, com o devido suporte e tempo. Também faz sentido a intenção de não ser mais do mesmo, algo que não combina com a personalidade de Ceni. “É melhor jogar para frente e se divertir muito mais, seja com as chances que você criará ou com os sustos que passará”, conclui.

SIM

Renato Gaúcho jogou demais. Corajoso, atrevido, forte em todos os aspectos, foi um tormento para marcadores também porque se sentia o melhor. A confiança é capaz de fazer maravilhas no mundo do esporte. Renato jogou mais do que Cristiano Ronaldo? Não, mesmo porque a comparação entre eras é ficção. Mas ele tem todo o direito a se enxergar como quiser.

NÃO

Já o que Renato afirmou à Folha de S. Paulo sobre o trabalho de técnicos, aqui e na Europa, é uma fantasia. Se o futebol se resumisse a orçamento, todos os treinadores dos maiores clubes do mundo seriam bem sucedidos, e a realidade é bem diferente. Quanto melhor o nível técnico dos jogadores, mais capacitado precisa ser aquele que tem de treiná-los.

(publicada em 24/11/2016, no LANCE!)
 
 



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