Peru 0 x 2 Brasil



1 – O relógio já mostrava 7 minutos quando a Seleção Brasileira conseguiu uma sequência de passes em seu campo, pela primeira vez jogando a seu modo no estádio Nacional. Alisson já tinha visto uma bola na trave, de Carrillo, após tabela com Cueva, lance que quase premiou a pressão inicial do Peru.

2 – Mas bastou um contragolpe em que Neymar acionou a chegada de Paulinho como homem livre para diminuir as rotações do jogo e alterar a dinâmica. O Brasil passou a comandar os movimentos e gradualmente ocupar o campo peruano.

3 – Além do cartão amarelo para Renato Augusto, no terceiro minuto, Fernandinho passou boa parte da segunda metade do primeiro tempo mancando. Problemas e possibilidades no setor mais importante do time ocuparam a cabeça de Tite até o intervalo de um jogo em que a Seleção, melhor em campo, não conseguiu ser aguda o suficiente para merecer algo melhor do que o 0 x 0.

4 – A posse era importante também como ferramenta de controle do ímpeto peruano, para manter o jogo menos propenso a lances ocasionais de perigo. Jogo de paciência e crença na capacidade de criação/finalização.

5 – Na volta do descanso, a Seleção tratou de evitar o sofrimento de uma nova onda inicial de pressão. E a impressão do gol ficava mais forte, graças, principalmente, à influência de Philippe Coutinho. Na competente circulação ofensiva do Brasil (com Renato Augusto atuando como extremo do lado direito) cada ação do jogador do Liverpool era mais danosa ao adversário.

6 – Não foi coincidência que a jogada do gol teve a participação de Coutinho. A finalização travada presenteou Gabriel Jesus, livre, no centro da área. Com gelo nas veias, ele bateu no contrapé de Gallese.

7 – Alisson e o sopro da sorte impediram o empate quase na meia hora do segundo tempo, em um lance de pinball após um escanteio. O Peru se lançava ao ataque na tentativa de não ser eliminado da Copa do Mundo de 2018, e o contragolpe brasileiro se preparava para decidir o jogo.

8 – Pouco depois de um chute de fora da área de Neymar raspar no travessão, Gabriel Jesus teve a bola dominada na área peruana. O gesto técnico do jovem atacante é a melhor descrição para um lance simples: uma oferta para Renato Augusto, dedicando-lhe o gol. A finalização foi um passe para a rede: 2 x 0.

9 – Paulinho perdeu o terceiro gol, em um contragolpe de manual.

10 – O apito final soou com o Brasil trocando passes no campo de defesa, como fazem os times tecnicamente superiores e confiantes em suas próprias habilidades. Seis vitórias seguidas.



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