Brasil 3 x 0 Argentina



1 – Com seis minutos de clássico no Mineirão, Messi já tinha conseguido um cartão amarelo para Fernandinho, fruto de uma falta que ele não cometeu. O jogador do Manchester City era o vigia designado para as flutuações de Messi no centro do campo. O cartão precoce abriu uma pequena rachadura na ideia de marcação sobre o melhor jogador do mundo.

2 – A Argentina queria se defender, mas com a bola. A boa circulação dos visitantes no começo do jogo impedia o Brasil de se organizar como está acostumado, o que incomodou Tite à beira do gramado. O protagonismo é um elemento que o técnico não pretende negociar, e um time como a Seleção Brasileira precisar de posse para ser assim.

3 – Grande defesa de Alisson em chute de Biglia, aos vinte e três minutos. O goleiro tinha a visão encoberta por Miranda, mas foi capaz de desviar a bola. A jogada começou com Messi diante de Marcelo na linha de fundo, e o passe para trás. Biglia estava desmarcado.

4 – A triangulação Marcelo-Neymar-Coutinho, na esquerda do ataque, criou a ocasião de lance individual para o melhor jogador da temporada inglesa até o momento. E o que aconteceu no Mineirão foi o que se vê nos gramados da Premier League: Coutinho levou a jogada para o meio e bateu forte de fora da área. Lindo gol.

5 – O árbitro não viu um pênalti de Neymar – mão na bola – em uma cobrança de falta de Messi, pouco antes dele superar dois marcadores na área argentina e tentar surpreender Romero com o chute direto, na trave.

6 – Na oportunidade seguinte, gol. Acionado pela visão de Gabriel Jesus, que superou Otamendi e checou a projeção do companheiro à esquerda, Neymar tocou na saída de Romero para estabelecer um placar justo no primeiro tempo.

7 – A derrota iminente levou Edgardo Bauza a cometer o equívoco de trocar um homem de meio (Pérez) por um atacante (Aguero), sem que seu time esteja treinado para compensar a inferioridade numérica no centro do campo. Na rodada anterior, contra o Paraguai, a Argentina terminou o jogo com cinco atacantes e um futebol disfuncional. 

8 – Zabaleta impediu um gol de Paulinho com um carrinho quase sobre a linha, cortando o chute que poderia ser melhor colocado. Mas quando Renato Augusto lhe ofereceu outra chance, ele finalizou para colocar um ponto de exclamação em uma atuação que deve ter agradado até quem critica suas convocações.

9 – O terceiro gol elevou a temperatura do time argentino, o que tornou o jogo perigoso mesmo com companheiros de clube em campo. O Brasil seguiu jogando para a frente e teve três ocasiões para aumentar. 

10 – O resultado, por si só, é superlativo. A apresentação é merecedora de elogios, embora seja necessário considerar o dano causado por Bauza a seu time no intervalo. O Brasil mantém a liderança das Eliminatórias, com bom jogo e gols.



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