No LANCE! de hoje



PLANO PARA MESSI

Os jogos entre Corinthians e Santos, pelas semifinais da Copa Libertadores de 2012, permanecem na mente da atual comissão técnica da Seleção Brasileira como exemplos do sucesso de um planejamento defensivo contra um jogador desequilibrante. O eventual campeão daquele torneio conseguiu uma vitória e um empate contra o Santos de Neymar, passando à final após encontros em que o plano para conter o melhor futebolista brasileiro superou sua capacidade de decisão.

Neymar não sofreu marcação individual – um recurso antiquado – na Vila Belmiro ou no Pacaembu. A vigilância por setor, feita por jogadores formando linhas próximas, asfixiou o craque santista interrompendo os circuitos que o alimentavam e minimizando seu espaço a cada ação com a bola. Jorge Henrique auxiliou Alessandro no lado direito da defesa, região preferida por Neymar. A ideia era forçá-lo a procurar o centro, onde Ralf e Paulinho o aguardavam. Embora tenha marcado um gol no jogo de volta, Neymar não foi um fator.

Pode ser um modelo para lidar com Lionel Messi no jogo de logo mais? Respeitadas as evidentes diferenças individuais e coletivas, sim. Evitar que o melhor jogador do mundo decida o clássico no Mineirão é uma das prioridades da Seleção, hoje comandada pelo mesmo treinador que dirigia o Corinthians em 2012. E ainda que a evolução de Tite como técnico seja mais facilmente perceptível quando seu time tem a bola, defender-se com solidez permanece como um de seus pilares. Convicções são fortalecidas por experiências bem sucedidas.

Patrulhar o caminho da bola até Messi pode não ser um objetivo fácil, mas é preferível a tentar controlá-lo após a posse, quando as dobras de marcação criam corredores para outros jogadores. Tite determinará a distância máxima a ser concedida ao genial argentino, como medida de prevenção e contenção. O drible curto, a consciência espacial e o hábito de parecer não estar, mas estar, fazem de Messi um terror até para defesas bem preparadas, como certamente será a brasileira nesta noite.

A última atuação de Messi por seu país foi contra o Uruguai, no início de setembro. Uma amostra de marcação eficiente sobre ele remonta à final da Copa América de 2015, que o Chile de Jorge Sampaoli venceu em casa, nos pênaltis. Sampaoli não conseguiu repetir o expediente pelo Sevilla, ao voltar a enfrentar Messi no domingo passado, pela liga espanhola. O que se viu, especialmente no segundo tempo do encontro com o Barcelona, foi o jogador incontrolável em quem a Argentina confia para derrotar o Brasil.

(publicada em 10/11/2016, no LANCE!



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