No LANCE! de hoje



CRUCIAL

1 – A enorme diferença de vinte e nove pontos – mais do que os dois últimos colocados somaram até a rodada começar – entre Palmeiras e Internacional importa pouco quando a bola começa a se mover no Allianz Parque. A chuva e o gramado conspiram para o aumento das dificuldades técnicas em um jogo físico.

2 – Circunstâncias e necessidades de cada lado garantem o equilíbrio que caracteriza o Campeonato Brasileiro, pois o futebol, único esporte coletivo em que isso acontece, permite que oponentes tão distantes na classificação se aproximem em desempenho quando se encontram.

3 – A maior distância entre o Palmeiras e o Inter não é técnica, mas de funcionamento coletivo. As situações que os separam em termos de objetivos no campeonato ajudam a entender o que se vê em campo neste domingo e, ao mesmo tempo, influenciam o comportamento de cada time.

4 – Incapaz de ameaçar o líder em jogo, o time de Celso Roth opta pelo comportamento “guerreiro”, à espera de uma falha defensiva. Alimentar-se da ofensividade do adversário é um expediente consagrado no futebol brasileiro, quase que a configuração-padrão das equipes visitantes. É o que restou ao Internacional.

5 – E considerando que gols de bola parada tendem a ser “desvalorizados” pelos times que os sofrem, por serem vistos mais como erros do que méritos, é possível que Roth tenha aprovado o primeiro tempo. Além do gol, uma defesa de Danilo Fernandes, em cabeceio de Vitor Hugo, e uma falta cobrada por Alex, que não passou tão perto assim do gol de Jailson. Pouco.

6 – A bola aérea ofensiva do Palmeiras gerou o gol de Cleiton Xavier, habilitado a finalizar pelo colapso da zaga do Inter. O time de Cuca lidera o campeonato também por essa virtude, e que se note o aspecto da eficiência: duas jogadas, um gol. Em um jogo tão pobre em ocasiões, a vantagem é ainda mais valiosa por sua influência na postura de quem está perdendo. No descanso, tudo ia exatamente como o Palmeiras desejava.

7 – Outra ideia consagrada: o recuo planejado do time que comanda o placar, para gerar espaço no campo de ataque e encontrar o gol que sentencia o encontro. O Palmeiras também poderia pressionar próximo à área rival, para precipitar e punir o erro na saída. E poderia fazer as duas coisas, conforme as ordens de seu treinador.

8 – Até a metade da segunda parte, tudo o que o Internacional conseguiu foi uma escapada de Anderson, concluída com uma finalização defeituosa. Diego adicionou um chute perigoso, de longe, que incomodou Jailson quando faltavam dez minutos. Com a aproximação do final e a torcida do Palmeiras cantando, o jogo passou por momentos de descontrole.

9 – Com um leve toque na bola, que depois bateu na trave, Danilo Fernandes impediu Gabriel Jesus de encerrar as dúvidas. O jovem atacante foi acionado com todas as condições de marcar, mas o goleiro do Inter brilhou no instante que manteve o jogo imprevisível e seu time com a esperança de fazer ao menos um ponto.

10 – Crucial vitória do Palmeiras, que mantém o Santos a seis pontos antes de visitar o Atlético Mineiro. Após um encontro bem descrito por Cuca como “jogo de Campeonato Gaúcho”, o Internacional está de volta à zona dos quatro piores, agora trinta e dois pontos atrás do líder.

4 x 0

Em que pese o assustador declínio do Corinthians, que parecia um time anestesiado enquanto era atropelado no Morumbi, a goleada do São Paulo há de ter constrangido quem clamava pela queda de Ricardo Gomes. O técnico do São Paulo foi objeto até de comentários desrespeitosos relacionados à sua saúde, enquanto lidava com questões internas que obviamente fogem ao conhecimento dos especialistas de redes antissociais.

CONSTRUÇÃO

O Flamengo é melhor com jogadores abertos pelos lados no ataque, mas também é mais previsível. As variantes levam tempo até se tornarem efetivas, o que ajuda a explicar os útimos resultados.

(publicada em 7/11/2016, no LANCE!)



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