Carlos Alberto Torres (1944-2016)



Os gregos antigos acreditavam que deuses viviam em um enorme palácio de cristais no topo do Olimpo, uma montanha tão alta que atravessava as nuvens.

Também criam que, enquanto houvesse memória, até mesmo os mortos viveriam eternamente.

Entre tantas lições e fantasias deixadas para a humanidade, é uma pena que os helenos não tenham conhecido o futebol, pois certamente o panteão das divindades seria mais numeroso.

Eles escreveriam histórias sobre um time de artistas que jogava um jogo inatingível para os mortais, um time de gênios que enfeitiçou o mundo. Histórias que atravessariam os tempos em livros obrigatórios para todas as gerações.

Assim como os deuses gregos, que interagiam e até se relacionavam com humanos, aquela reunião de craques impunha a seus adversários sentimentos e humores terrenos. Os jogos eram como encontros com extra-terrestres.

Eles tinham um líder, um capitão que os representava e erguia os símbolos de suas conquistas. Hoje, ele descansa naquele imenso palácio acima das nuvens, saboreando o néctar, ouvindo a lira e o canto das musas.

Carlos Alberto. Autor de um gol icônico, capitão de um time impossível, habitante do olimpo do futebol.



MaisRecentes

Futilidade



Continue Lendo

Incoerente



Continue Lendo

Sozinho



Continue Lendo