No LANCE! de hoje



ENSAIADO

1 – Confrontos de dupla eliminatória costumam seguir um roteiro em que a iniciativa e a agressividade parecem ser exclusividades dos times mandantes. Muitas vezes as escalações são as iguais, mas as posturas obedecem à geografia. Em Belo Horizonte, o Cruzeiro iniciou o jogo com um comportamento oposto ao que exibiu no jogo de ida, e o Corinthians fez o mesmo.

2 – Duas falhas de Fágner colaboraram para que o Cruzeiro encontrasse o que procurava antes dos 15 minutos; um passe errado no campo de defesa e apenas uma sombra sobre De Arrascaeta, que não teve incômodo para fazer a bola atravessar a área. Gol de Ábila.

3 – Ainda de acordo com os roteiros pré-determinados, o gol do mandante – especialmente quando estabelece o placar desejado – reconfigura atitudes. Gera um recuo de metros e intensidade de quem buscava a vantagem, e o consequente avanço do oponente. O jogo seguiu conforme o manual.

4 – O centro de Uendel foi longo e alto, uma proposta difícil até para os cabeceadores profissionais. Rodriguinho não se encaixa na descrição, mas se adaptou à trajetória da bola ao passar por trás de Edimar e teve categoria para testar para baixo e no canto. Gol de atacante.

5 – Fágner se redimiu no final do primeiro tempo, quando consertou um erro de Camacho e, defensor solitário contra três cruzeirenses, foi capaz de cortar o passe de De Arrascaeta.

6 – Não era preciso ter poderes premonitórios para saber que o Cruzeiro voltaria mais ousado do vestiário. Segundos após Guilherme desperdiçar um rebote que se apresentou como um presente, Pedro Henrique fez pênalti em De Arrascaeta. E enquanto o Mineirão celebrava mais um gol de Ábila, Bruno Rodrigo aumentou: 3 x 1.

7 – Uma jogada ensaiada impecável produziu o quarto gol cruzeirense, placar aparentemente definitivo. Mas o Corinthians marcou com Rildo, garantindo emoção nos acréscimos. Ao final, vaga merecida para o Cruzeiro.

COM SURPRESA

Também merecida, porém surpreendente, a classificação do Internacional para as semifinais da Copa do Brasil. Em condições iguais, o time do Santos é superior. Com titulares do Inter poupados, a distância técnica deveria aumentar. A vitória colorada diz tanto sobre o que o Inter fez quanto sobre o que o Santos deixou de fazer. Injeção de confiança para o time gaúcho.

SEM SURPRESA

O deputado federal Marcelo Aro, diretor de transparência e ética da CBF, ainda não se manifestou a respeito da prisão de Eduardo Cunha, a quem ele homenageou com o título de cidadão honorário de Belo Horizonte. O silêncio é a especialidade de Aro, o que o qualifica perfeitamente para o cargo que ocupa em uma entidade que tem Del Nero como presidente.

(publicada em 20/10/2016, no LANCE!)



  • Paulo Pinheiro

    Vários técnicos do futebol brasileiro (excelentes, por sinal) se deram mal pela insistência em levar um jogador “de confiança” para a Seleção, mesmo com péssimas atuações do mesmo. Telê foi o mais célebre com Serginho Chulapa em 82 e o Elzo em 86. Espero que o Tite não repita o erro com esse Fágner. O cara é ruim demais. Violento e ruim. Não sei se numa Copa teriam com ele a mesma complacência que o STJD tem.

  • Paulo Pinheiro

    Corrigindo, o nome era “Elzo” e não “Ézio”

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