Brasil 5 x 0 Bolívia



1 – O que se pede aos times amplamente superiores no aspecto técnico é que vençam como equipes, não apenas pelo brilho individual em situações ocasionais. Diante da quase obrigação de vitória contra a Bolívia, a Seleção Brasileira seria avaliada pela maneira como chegaria ao resultado. 

2 – O primeiro gol expôs as melhores sensações: bote de Neymar na saída boliviana, pedido de tabela atendido por Gabriel Jesus. Tudo de primeira. Brasil 1 x 0 individualismo.

3 – No segundo, linda associação entre Daniel Alves e Giuliano, na direita. A jogada do meia do Zenit até o passe para o gol de Phillippe Coutinho foi mais um indício de que convocá-lo é um escândalo que merece investigação.

4 – Assistências de Neymar para Filipe Luís e Gabriel Jesus, 4 x 0. O Brasil não apenas não se satisfez com o total controle do jogo, como manteve a intensidade de marcação e criação. Finalizações dignas de elogios do lateral do Atlético de Madrid e especialmente do atacante do Palmeiras, que conseguiu um toque por cima do goleiro apesar do espaço curto.

5 – Havia onze anos que a Seleção Brasileira não marcava quatro gols no primeiro tempo.

6 – Ótimo jogo de Neymar, fora um destempero (que pode – atenção: PODE – ter sido exagerado propositalmente) no momento em que levou o cartão amarelo que o dispensa da viagem a Mérida. Substituído, tardiamente, após sofrer uma cotovelada no rosto. 

7 – Firmino, que entrou no lugar de Gabriel Jesus, elevou a goleada para 5 x 0. O encontro em Natal já estava muito além de resolvido, e Tite seguia orientando a marcação agressiva quando o Brasil perdia a bola.

8 – Sim, é a Bolívia ao nível do mar. Mas os quatro gols do primeiro tempo foram construídos, como se espera que times superiores vençam.



  • joao victor

    Neymar, Jesus e Coutinho jogando muito.

  • Edouard

    Há alguns anos seria inimaginável um gol oriundo de uma roubada de bola seguida de um bom jogo de corpo pelo Neymar. Não acompanho muito o Barcelona, e não sei se essa marcação é também exigida dele por lá. Suponho que sim, dada a mentalidade do futebol moderno.

    A cortada do Giuliano quase que engana até o operador de câmera da emissora pela qual eu assistia ao jogo. Coletivamente, foi uma jogada impressionante.

    Tite mexeu no time titular (digo, a escolha das 11 peças iniciais, com a troca do William pelo Philippe Coutinho) mais rapidamente do que acontecia com o Corinthians, nos torneios de pontos corridos, como é o caso das Eliminatórias. Foi rápido como ele mexeu na posição de goleiro em abril de 2012 (JC por Cassio) e no meio de campo no Mundial (Douglas por JH). Apesar de ser um torneio de regularidade, dá para dizer que ele está em “modo mata-mata”?

    Um abraço.

    • André Kfouri

      Minha impressão é que ele sabe que não há tempo suficiente para certos processos. Um abraço.

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