No LANCE! de hoje 



VIAGEM

1 – As duas primeiras finalizações em Itaquera foram do Cruzeiro, e serviram para Walter concluir seu aquecimento para o jogo. A terceira foi do Corinthians, do jogador que marcou os dois últimos gols do time. Rodriguinho estava dentro da área e de frente para o gol, mas o chute de pé esquerdo saiu alto.

2 – Não parecia a noite dele, um mau sinal para as ambições corintianas. Bem servido por Marquinhos Gabriel, Rodriguinho chutou por cima de novo, desta vez com o pé direito.

3 – Romero tentou uma bicicleta para completar a bola ajeitada por Marlone, quase na linha da pequena área. Espanou. Em defesa dele, o gol não sairia de outra forma.

4 – Grande ocasião do Cruzeiro, já no final do primeiro tempo. Chute forte de Willian, da entrada da área. A bola bateu no travessão, nas costas de Walter e saiu em escanteio.

5 – E mais um gol do Corinthians saiu de um chute de Rodriguinho, só que não diretamente. Marquinhos Gabriel aproveitou o rebote de Rafael e fez a bola passar na frente do gol. Romero seria o autor se Léo não tocasse para a própria rede.

6 – O tronco de Marquinhos estava adiantado no instante do chute. Impedimento que o árbitro de vídeo seria capaz de marcar e proteger o jogo das incapacidades do olho humano.

7 – No gol de Romero, tudo normal. Posição habilitada quando Marlone mandou a bola para a área. Em oito minutos de segundo tempo, a vantagem corintiana era confortável.

8 – Até os 32 minutos e um chutão do goleiro Rafael. A falha de Balbuena permitiu que a bola chegasse a Ábila, que acionou Robinho. É o chamado gol qualificado, que altera completamente a dinâmica do confronto.

9 – O Corinthians passou a especular após marcar duas vezes. Levou um gol ocasional, que manteve o Cruzeiro confiante para a volta no Mineirão. O “futebol de nocaute” é perigoso como uma bola que viaja de uma área à outra.

A COPA

Tudo a favor de uma Copa Libertadores disputada durante toda a temporada. Mas a decisão em jogo único e sede pré-estabelecida é uma cópia equivocada do que se faz na Liga dos Campeões da Uefa. A América do Sul deveria se espelhar na Europa nas questões estruturais, como estádios e gramados. A final em dois jogos é mais justa para times e torcedores.

A MUDANÇA

Se o calendário do futebol brasileiro não for alterado para acompanhar o que se faz praticamente no mundo inteiro, continuaremos tentando navegar contra a corrente. O Brasil tem o privilégio de condições climáticas que permitem que se jogue futebol em qualquer época, e que se tire férias em qualquer época. Não há mais razões para manter o cenário atual.

(publicada em 29/9/2016, no LANCE!)



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