No LANCE de hoje 



CONTROLADO

1 – Dois gols do Fluminense nos primeiros oito minutos, bem anulados por impedimento em bolas aéreas. Duas ocasiões em que a armadilha da defesa do Corinthians funcionou.2 – O chamado “último terço” do campo, mal tratado. Apesar do jogo corrido, com poucas paradas, Corinthians e Fluminense não souberam como agir nas proximidades das áreas, entretidos em uma dessas conversas que ninguém sabe direito para onde vai.

3 – Não se notou no time de Levir a urgência de quem só se classificaria com ao menos um gol. Não se notou no time de Carille a ousadia de quem poderia encaminhar o confronto com um gol. E não que o jogo fosse ruim, longe disso. Mas faltava aquela despreocupação que se espera ver em encontros eliminatórios.

4 – O intervalo despertou o Fluminense, mais incisivo no reinício e inteligente na procura de espaço no campo ofensivo. O Corinthians transmitia a postura – frequentemente arriscada – dos times que confiam em sua capacidade defensiva.

5 – Terceiro gol tricolor, novamente irregular. Elogiável conduta da equipe de arbitragem, que, apesar de certa demora, tomou a decisão correta ao marcar impedimento de Richarlison.

6 – Alarme para o Corinthians; o aviso de que era conveniente se mexer. Após um cabeceio de Romero, defendido por Júlio César, Rodriguinho foi acionado por Giovanni Augusto na área e teve clareza para criar o chute de pé esquerdo: 1 x 0.

7 – Em vantagem, surgiu um Corinthians articulado e perigoso. A melhor sequência de passes de todo o jogo gerou um chute forte de Marlone, que Júlio César espalmou com notável reflexo.

8 – Marquinho expulso aos quarenta minutos. Falta, amarelo, reclamação, vermelho. Senha para o Fluminense se lançar ao ataque no final do jogo e pedir um pênalti em Richarlison.

9 – O Corinthians, classificado, foi visivelmente superior a partir dos quinze minutos do segundo tempo. Até então, arriscou-se por excesso de conservadorismo.

RELAÇÕES…

Quem pergunta a Tite sobre a competição entre Willian e Phillippe Coutinho por um lugar na escalação titular da Seleção Brasileira, ouve uma interessante menção a dois outros jogadores que trabalharam com ele. “Willian é mais Jorge Henrique, Coutinho é mais Jadson”, diz o técnico. Evidentemente não é uma comparação entre jogadores, mas entre papéis.

… E RELAÇÕES

Tite dá muito valor a essas funções e considera um luxo ter ambos os jogadores na Seleção. Salienta que Coutinho não pode atuar na esquerda, território de Neymar, mas treinou e se sentiu bem no lado oposto, por isso foi capaz de transformar os dois últimos jogos do Brasil nas Eliminatórias. Na despedida, Coutinho ouviu do técnico: “tu joga pra c…!!”.

(publicada em 22/9/2016, no LANCE!)



  • Amaro

    Nada sobre os lances de penalti?

    • André Kfouri

      Nada?

      • Thadeo Pinhão

        Acho que o Amaro tá perguntando sobre o lance em cima do Cícero, no fim do primeiro tempo.

        • Cláudio Cirne

          E do escandaloso em cima do Richarlison. Os dois lances foram faltas claras dentro da área, em cima do Cícero primeiro e no final em cima do Richarlison. O juiz estava bem colocado em ambos os lances, e só não marcou por que foi caseiro. Como sempre!!

    • Paulo Pinheiro

      O Giovani Augusto dispensa a bola e vai só no Cìcero que, olhando pra ela, não se prepara pra trombada e vai ao chão. Se o futebol deixar de ser o jogo do quem tem mais talento pra virar o jogo do quem tromba mais forte vou passar a assistir a NFL. Eles são muito mais profissionais nessa arte. Ou talvez luta de sumô.

      E o Fagner dá uma joelhada no Richarlisson também. Mas aquele era um lance difícil para o árbitro enxergar na fração de segundo.
      O lance do Giovani Augusto, não. Aquele foi garfada mesmo.

  • Gustavo Sordi

    Não entendi toda essa polêmica já que o árbitro acertou em todos os lances. Talvez rígido demais no cartão vermelho. Se for reclamar desses “pênaltis”, também tiveram lances parecidos na área quando o Corinthians estava atacando – não vi ninguém falando disso. Vejo que essa história de Juiz e Corinthians passou de “folclore” para verdade, a mídia por cliques coloca polêmica nos títulos em qualquer matéria, assim como décadas de capa de revista contra apenas um certo político, que, independente de culpa no cartório ou não (no caso do Corinthians, não), é perseguido com muito seletivismo (e parece que ninguém percebe isso – ódio irracional). O Corinthians e o Juiz são os inimigos na nação, exatamente a mesma coisa pode acontecer com qualquer time, mas a falação (inclusive de grande parte da imprensa) nem se compara, a análise é viciada, já declaram culpado antes do julgamento, não vejo que o dirigente reclamando quer jogar a culpa da derrota para o árbitro (e tirar o foco da torcida), vejo que grande parte acredita nesse pensamento limitado e irracional.

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