No LANCE! de hoje 



UM SINAL

1 – Nada digno de nota aconteceu no Giulite Coutinho até o chute de Gustavo Scarpa, por cima do gol de Cássio, pouco antes dos vinte minutos. O que se pôde notar, em postura, foi a disposição do Corinthians para jogar no campo do adversário e marcar o Fluminense perto de sua própria área.

2 – O Corinthians trabalhava bem até a intermediária oposta. Os problemas começavam no instante de um passe mais incisivo, pelas razões conhecidas: a ausência de ao menos um jogador de área e as consequentes dificuldades. Apesar de ver a bola sempre próxima, Diego Cavalieri não se sentia ameaçado.

3 – Scarpa criou perigo novamente, com uma bola cruzada do lado esquerdo. O tapa de Cássio foi uma assistência para o gol de Marquinho. O goleiro corintiano reclamou de um choque com Gum, mas não houve falta no lance. Houve erro.

4 – O resultado do primeiro tempo pode parecer injusto, porque o Corinthians teve iniciativa e volume. Mas finalizou no alvo pela primeira vez nos acréscimos, claro indício de falta de poderio ofensivo. No futebol, vence-se com frequência capitalizando os defeitos do adversário.

5 – Com Lucca no lugar de Guilherme, o Corinthians conseguiu, em 15 minutos, mais ocasiões do que em toda a primeira parte. A procura pelo empate ameaçou duas vezes o gol de Cavalieri, em um momento do encontro em que só os visitantes jogavam.

6 – Aos 17 minutos, o Fluminense devolveu o erro que mexe no placar. Léo Príncipe puniu a falha no campo de defesa ao encontrar Rodriguinho, desmarcado. O domínio e a finalização foram ótimos. 1 x 1.

7 – O gol fora de casa deu a impressão de saciar o Corinthians, embora o time não tenha recuado excessivamente. O Fluminense só foi perigoso, de fato, no final do jogo, com um cruzamento problemático para Cássio e um chute de média distância de Wellington Silva.

8 – Sinal de vida corintiana no segundo tempo. Quanto ao confronto, obviamente, nada resolvido.

ESTREIA

Nos treinos em Quito, Tite investiu o tempo escasso na repetição de jogadas aéreas e no funcionamento do sistema que pretende implantar. Renato Augusto e Paulinho – dois jogadores habituados ao esquema – formarão o eixo do meio de campo na estreia do técnico, aumentando a possibilidade de uma boa atuação com e sem a bola. Pode dar certo, mas não será fácil.

IDEIA

Tite tem falado muito em merecimento, durante entrevistas e em conversas sobre a maneira como quer que a Seleção Brasileira jogue. Trata-se de procurar a vitória fazendo as coisas bem, em vez de apenas se proteger para encontrá-la ocasionalmente. Será interessante observar se o time mostrará essa postura no primeiro jogo sob o novo comando.

(publicada em 1/9/2016, no LANCE!)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



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