No LANCE! de hoje



FUNCIONA ASSIM

O gol mais rápido da história do futebol olímpico não foi só um início de sonho para o Brasil. Foi o fim de qualquer possibilidade para Honduras, como um ginasta que abre sua apresentação com um tombo constrangedor. A partir daquele instante, os visitantes no Maracanã entraram em modo de controle de danos, e também falharam majestosamente.

Os chamados planejamentos defensivos fazem parte do futebol como estratégia para minimizar as distâncias técnicas entre as equipes. Mas no caso hondurenho, a ideia era aparentemente ainda mais cínica, destrutiva até: defender, bater, desestabilizar. A punição foi tão merecida que deveria ser lembrada – apesar dos esforços, sempre heróicos, dos enamorados pelo jogo mesquinho – todas as vezes em que um time subir ao gramado com postura semelhante.

Sempre considerando a fragilidade do adversário, há muitos aspectos positivos a salientar na tarde ensolarada no Maracanã. E é justo que seja assim, pois a fragilidade da África do Sul e do Iraque foi o ponto de partida para os aspectos negativos salientados nas duas primeiras rodadas. A transformação no semblante de Gabriel Jesus, o envolvimento de Neymar, a classe de Luan, o suporte de Renato Augusto, a segurança de Rodrigo Caio… a lista é extensa.

Acima de tudo está o bom futebol coletivo, com fartura de argumentos para se estabelecer em campo como o time superior e golear. A seleção de Honduras pediu uma surra futebolística e foi prontamente atendida. Se o ouro vier no sábado, representará a validação competitiva do trabalho deste grupo, o objetivo final, embora não seja o único. A razão da existência das seleções de base é proporcionar uma escada de acesso ao time principal, uma reserva de talento a ser continuamente desenvolvida até chegar a seu destino.

Essa obrigação, ignorada pelo pachequismo resultadista, parece bem encaminhada.

CALMA

A correção do rumo da seleção olímpica no torneio é um mérito dos jogadores, da comissão técnica e de todos aqueles que, de qualquer maneira, contribuíram para que o time vencesse a Dinamarca e encontrasse a confiança. Se houvesse um desastre, a responsabilidade seria das mesmas pessoas. Houve muita precipitação nas opiniões após a segunda rodada.

OUTRO MUNDO

“Vingar o 1 x 7”? Mesmo se a situação apresentasse essa possibilidade, o 1 x 7 não precisa ser vingado. O que houve naquela tarde em Belo Horizonte precisa ser fossilizado e jamais repetido. Ademais, é uma ocasião totalmente diferente. Estamos falando do time sub-23 e da Olimpíada no Brasil. Além da coincidência do confronto, não há nenhuma relação.

(publicada em 18/8/2016, no LANCE!)



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