No LANCE! de hoje 



ENCONTRO

1 – No início, outro ambiente, outra movimentação, até outro futebol. Com o público baiano disposto a ajudar, o Brasil apresentou um jogo ofensivo insinuante, organizado e, acima de tudo, coletivo.

2 – A tentação da individualização seria cada vez mais forte com o passar do tempo e o placar no zero. É um dos maiores problemas de equipes que não estão prontas.

3 – Grande passe de Neymar para Gabriel Jesus, aos 23 minutos. A conclusão foi defeituosa, mas a jogada revelou um Neymar interessado em envolver seus companheiros de ataque.

4 – Dois minutos depois, outro excelente passe, de Douglas Santos, cruzando a área. Gabriel (o santista) superou seu marcador e a bola finalmente tomou o caminho do gol. Finalmente, também, o Brasil jogaria com a tranquilidade da vantagem.

5 – Gabriel… Jesus… o contragolpe de manual encontrou o jovem atacante na área, mas ele chutou em cima do goleiro dinamarquês. Notável seu incômodo a cada chance desperdiçada.

6 – Gabriel Jesus! Boa tabela de Luan e Gabigol, e o Gabriel palmeirense se projetou para tocar de primeira: 2 x 0. Ele provavelmente dirá que tirou um peso das costas, pois foi isso que sua expressão sugeriu na comemoração.

7 – Ao final do primeiro tempo, pôde-se dizer que seleção olímpica estreou nos Jogos do Rio de Janeiro.

8 – E mais um ótimo passe de Neymar iniciou a jogada do terceiro gol, com Douglas Santos e Luan. O gremista, que tem jogo para ser titular, encerrou qualquer possibilidade de problemas na Fonte Nova.

9 – O encontro com o bom futebol não deveria ser surpreendente. Com os nomes que a seleção olímpica tem, surpresa seria mais um jogo sem brilho e sem gol. O Brasil voltou a parecer um time treinado e com um plano, como no primeiro tempo do amistoso contra o Japão.

10 – 4 x 0, de novo com Gabigol. E a partir dessa vitória em uma situação de pressão, a Olimpíada prossegue para um time mais confiante.

EVOLUÇÃO

A possibilidade de a seleção olímpica ser um time fantástico, após três atuações, é a mesma de ser um time imprestável, após duas. As avaliações baseadas em extremos não servem. O jogo coletivo e o domínio total da partida são os sinais da evolução que precisa continuar. Jogadores dispostos a se desdobrar, como Gabriel Jesus e Wallace, ajudam muito.

CONFUSÃO

O nível de comprometimento de um jogador com os objetivos coletivos de seu time nada tem a ver com entrevistas. Estar disponível para falar é diferente de liderar, aspectos que não podem ser confundidos. A percepção pública do senso de responsabilidade de um jogador não deve ser relacionada às suas aparições, mas à opinião de quem trabalha com ele.

(publicada em 11/8/2016, no LANCE!)



  • Vicente Alves

    Saudações. O investimento público em centros de treinamento de excelência poderia ser viabilizado mediante convênios do governo com universidades, instituições públicas, e centros públicos de treinamento, incentivando, mediante isenções tributárias (impostos) e bolsas de estudo, o acesso a atletas de diversos clubes às instalações e profissionais especializados. Estes ciclos de investimentos, possibilitados por remunerações da iniciativa privada aos atletas, através dos clubes, dão o retorno financeiro aos profissionais especializados no esporte e no treinamento do alto rendimento. A lei da bolsa atleta poderia ser também direcionada a técnicos e profissionais especializados no esporte de alto rendimento. Existem várias universidades, por exemplo, com instalações físicas e profissionais especializados, em função de cursos de graduação , para a criação de centros de treinamento de excelência, em modalidades específicas .

  • Vicente Alves

    Saudações. O investimento privado em centros de treinamento em excelência, de diversas modalidades esportivas, pode ser viabilizado , por projeto de lei , que permita aos clubes emitirem títulos em mercado de capitais (Bolsa de Valores) , lastreados em contratos desportivos entre clubes e atletas. Os centros de treinamento em excelência, poderiam otimizar o rendimento dos atletas, de vários clubes, estes, agentes formadores de atletas. Os dividendos dos títulos, inclusive, poderiam envolver direitos de imagem do atleta de alto rendimento, em perfeita sintonia com agenciadores de contratos publicitários esportivos, com empresas. Geraria lucros e dividendos a todos, criando, inclusive, grandes oportunidades de negócios e empregos.

  • Vicente Alves

    Saudações. A prova de Thiago Pereira. Com os parabéns ao nadador brasileiro e outros nadadores e nadadoras que competem na Rio 16, torna-se evidente o esforço na final dos 200 medley. Caso fosse mais cerebral, talvez disputasse “na batida de mão” a medalha de bronze para o Brasil. Faltou laboratório ao estilo crawl de natação do brasileiro. Nadou muito bem as eliminatórias em outros estilos. O cerebral e bem treinado Phelps, dedicou-se estrategicamente no estilo peito da prova, fazendo a evolução mais submersa, guardando energia para o sprint final do estilo crawl, milimetricamente efetuando a entrada da mão com os dedos afastados, otimizando o rendimento. O metódico estilo e estratégia de prova do campeão, inclusive cada braçada, é meticulosamente avaliado e planejado em centros de treinamento de excelência. O que falta justamente no Brasil : Centros de Treinamento de Excelência, financiados pela iniciativa pública e privada.

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