No LANCE! de hoje 



MERECIDO

1 – A maneira e a frequência com que o São Paulo levou o jogo ao campo do adversário foram uma vitória inicial. O Atlético Nacional procura operar controlando encontros, mesmo como visitante. No Morumbi, a princípio, quem fez esse papel foi o dono da casa.

2 – A chance de Wesley, com pouco mais de dez minutos, foi dessas que doem quando são desperdiçadas. Ele teve tempo para ajeitar o cruzamento de Mena, mas finalizou tão mal que talvez tenha se arrependido de não bater de primeira.

3 – Thiago Mendes exigiu uma defesa do goleiro Armani com um chute de fora da área que poderia ter sido mais colocado, na última ocasião do São Paulo antes do jogo diminuir de marcha e o Atlético Nacional conseguir mantê-lo assim. O time colombiano tem essa capacidade. Não cria perigo, mas também não sofre.

4 – Armani só voltou a aparecer no final do primeiro tempo, para pegar um chute forte de Michel Bastos. A primeira parte sem gol satisfez o Nacional e passou um recado claro ao São Paulo: era necessário manter a intensidade e capitalizar oportunidades. O passe são-paulino também precisava ser mais eficiente.

5 – Sustos no Morumbi ao redor dos dez minutos. Um chute de Borja que desviou em Maicon e um cabeceio do mesmo Borja que raspou no travessão. Lembretes dos problemas que o visitante pode causar. 

6 – Um minuto depois de Armani defender outro chute de Michel Bastos, o Morumbi viu algo, talvez, pior do que sofrer um gol: Maicon expulso, por empurrar o rosto de Borja, que retardava o jogo. Equívoco primário capitão são-paulino.

7 – O São Paulo investiu seis milhões de euros para Maicon ficar. Ele não terminou o jogo de ida e não disputará a volta das semifinais da Libertadores.

8 – Aos 36 minutos, a linha de passe colombiana deixou Borja diante de Dênis. O lindo gol já significaria um excelente resultado para o Atlético Nacional, se o atacante – em sua estreia pelo clube – não adicionasse outro, aos 43, em nova jogada estética.

9 – Justo, merecido, (quase) definitivo.

FINALISTA

Portugal será o representante do “lado fraco” da chave da Euro 2016 na final do torneio. Embora não tenha feito grandes atuações na França, a seleção portuguesa não pode ser responsabilizada pelos adversários que teve de enfrentar. A questão é se o time tem futebol para derrotar a anfitriã ou a campeã do mundo na decisão. Pelo que se viu até agora, não tem.

OCASIÃO

Fala-se na negociação de Alexandre Pato com a Lazio, cujo treinador, recém-contratado, é Marcelo Bielsa. Um antigo comentário que circula sobre Pato refere-se a seu pouco interesse por futebol. Se a impressão é verdadeira, a oportunidade de trabalhar com o técnico argentino provavelmente não o encanta. Pois deveria, e muito. Bielsa ensina o jogo.

(publicada em 7/7/2016, no LANCE!)

 



  • Arthur O. Junior

    “A questão é se o time tem futebol para derrotar a anfitriã ou a campeã do mundo na decisão. Pelo que se viu até agora, não tem.”

    Pelo que se viu até agora… A anfitriã custou a vencer as medianas Romênia e Albânia, e passou em 1o do grupo porque o árbitro não marcou um pênalti no final do jogo em Dzemaili da Suiça. O que facilitou ainda mais seu caminho.
    O único teste foi ontem, mas vi mais deméritos da Alemanha, com erros fatais de Neuer e Schweinsteiger, entregaram os dois gols. Dessa vez, Griezmann não falhou como no final da Champions. Mas me surpreende CR7 sequer citado, o melhor do mundo não fará diferença, apesar do coletivo ser mais fraco? É incoerente para quem culpa Higuaín, um dos melhores da temporada, ou AFA, ou o vento na final nos EUA, mas isenta Messi do fracasso com a Argentina.

    • André Kfouri

      Eu estava disposto a responder sua mensagem até ler o nonsense no final. Um abraço.

      • Arthur O. Junior

        Nonsense, sério? Nonsense foi o que se viu em todos os veículos, a exceção de Rica Perrone, o único coerente a falar da fraqueza ao abandonar a Seleção como um garoto mimado porque não soube lidar com o fracasso. Se fosse um Neymar seria crucificado e chamado de tudo, menos vítima, como quiseram transformar Messi. Essa é a realidade. Abraço.

        • André Kfouri

          Sim. Nonsense. É preciso saber enxergar os contextos, algo que não se faz sem querer.

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