Barganha



Tite foi ao Rio de Janeiro fazer o que não fez em pelo menos duas oportunidades: ouvir o que a CBF tem a lhe oferecer. 

Desta vez, além de ouvir, ele quer aceitar.

A Seleção Brasileira não tem um técnico, o que o deixa em paz com o que ele sempre declarou. 

O momento do Corinthians lhe permite sair sem deixar no clube a sensação de abandono, o que o tranquiliza. 

A realização de dirigir a Seleção volta a bater em sua porta, o que o seduz. 

Entrar no avião e conversar, mesmo com a intenção de chegar a um acordo, não significa que isso acontecerá. Tite não só precisa encontrar as condições que o satisfaçam, como está em uma situação invejável para não fazer concessões. 

O técnico do Corinthians sabe que a CBF não tem um plano B, e que o outro lado da mesa lida com a possibilidade de uma nova recusa. 

Em síntese: Tite tem toda a barganha.

Até pelo fato de ter se posicionado publicamente – de maneira corajosa – pela renúncia do Marco Polo que não viaja. 

Sendo assim, só Del Nero pode envenenar a conversa. Dizendo as coisas erradas, transmitindo desonestidade, negando condições impostas por Tite ou lhe impondo situações com as quais o técnico não concorde.

A figura do profissional que estará entre Tite e o comando da CBF, seja qual for o nome do cargo, parece crucial. Uma questão de confiança e paz de espírito. 

Em caso de qualquer desacordo, será fácil dizer não uma vez mais. As razões serão mais do que suficientes. 

Se o encontro correr bem, e Tite encontrar uma forma de trabalhar com o dirigente que representa o que ele considera danoso ao futebol, tudo o que ele precisará fazer é apresentar suas razões. 



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