No LANCE! de hoje



CONTRAMÃO

1 – Se a escalação inicial é uma declaração de intenções, a ausência de Casemiro deu origem a um time que queria jogar. Três homens ofensivos à frente de Elias e Renato Augusto, antes de Gabriel.

2 – A ideia, trabalhada apenas em treinamento. O risco, em um jogo de classificação ou eliminação. Diante dos perigos da utilização de uma formação nova em um encontro importante, Dunga poderia ter sido conservador. Mas optou por apostar na superioridade técnica e na reunião de jogadores qualificados.

3 – Forte impressão de pênalti de Ramos em Lucas Lima, aos 23 minutos. As repetições mostraram que foi o meia brasileiro quem procurou o contato. Lance difícil para a arbitragem.

4 – Sensacional defesa de Gallese, impedindo um gol de Gabriel. O giro no espaço curto, preparando a finalização rasteira e bem colocada; características dos grandes atacantes, caminho que o santista tem potencial para trilhar.

5 – A Seleção Brasileira controlava a posse e o Peru, com sinais de boa coordenação defensiva ao cercar o oponente com a bola em seu próprio campo, para o desarme na intermediária contrária.

6 – Pênalti de Renato Augusto em Flores. Indiscutível e praticamente embaixo do nariz do senhor Andrés Cunha.

7 – O primeiro tempo sem gol manteve o risco em nível alto, mas o desempenho do Brasil mereceu um elogio. Domínio (256 passes, 65% de posse e 5 x 0 em finalizações), agressividade e ao menos duas chances para estar na frente. Meiocampistas defensivos envolvidos na construção. Exceção feita ao pênalti ignorado, o Peru não teve nenhuma ocasião.

8 – Três minutos da segunda parte, cobrança de falta de Cueva: primeira intervenção de Alisson na noite em Boston.

9 – Outro jogo: o Peru lembrou que precisava vencer e que não era proibido pisar no campo de ataque. A boa movimentação de Cueva e a referência de Guerrero na entrada da área passaram a preocupar a defesa brasileira, que também já não tinha mais a mesma liberdade para fazer a bola sair.

10 – Para complicar o cenário, a produção ofensiva da Seleção caiu. Apenas um movimento bem feito em vinte e cinco minutos: o cruzamento de Daniel Alves que Renato Augusto ajeitou para o chute de Coutinho, no corpo de Rodríguez.

11 – E para terminar com drama: gol irregular de Ruidíaz, completando um contragolpe peruano com um toque com o braço. Longos minutos de suspense em campo, em que o árbitro foi pressionado pelos dois times enquanto tentava se comunicar pelo rádio. Tudo para validar um gol ilegal. Circo.

12 – A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa América do centenário no jogo em que fez sua melhor atuação no aspecto coletivo, nos primeiros quarenta e cinco minutos, embora não tenha conseguido alterar o placar. Na volta do intervalo, o time de Dunga não soube responder a um Peru mais ambicioso, é verdade, mas ainda assim muito inferior.

13 – Gol com a mão, fato. Deveria ter tamanha influência em um Brasil x Peru? Esse é o problema que o futebol brasileiro precisa entender.

ARROJADO

No clássico paulista no Allianz Parque, saltou aos olhos a intenção do Palmeiras de conservar a bola no campo do adversário nos últimos vinte minutos. Na medida em que Tite fez substituições para tornar o Corinthians mais ofensivo e buscar o gol de empate com mais jogadores, o time de Cuca se defendeu atacando. Recuar após estabelecer vantagem é um expediente convencional, com o propósito de explorar a necessidade do oponente e o consequente espaço oferecido. O Palmeiras optou por manter a bola o mais distante possível de sua área, e esteve mais próximo do segundo gol do que de sofrer um castigo ao final.

CÚMPLICES

Considerando tudo o que se conhece sobre o hooliganismo na Europa, é estarrecedora a falta de preparo da organização da Euro 2016. No estádio em Marselha, apenas uma corda separava russos e ingleses. Esperavam que se abraçassem?

(publicada em 13/6/2016, no LANCE!)



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