No LANCE! de hoje



60%

O jornal espanhol El País publicou nesta semana um interessante relato sobre a disputa de pênaltis que, no sábado passado, decidiu o título da Liga dos Campeões da Uefa. Os jogadores do Real Madrid ficaram perplexos quando Sergio Ramos, o capitão, retornou do sorteio antes das cobranças com uma notícia ruim e uma boa: ele tinha perdido na moeda, mas o Atlético de Madrid optou por defender o primeiro pênalti.

Um estudo apresentado em 2010 pelo economista basco Ignacio Palacios-Huerta, com a análise de todas as disputas de pênaltis entre clubes e seleções de 1970 a 2008, concluiu que o time que faz a primeira cobrança vence em 60% das vezes. Trata-se de uma vantagem significativa que depende do resultado do sorteio e, obviamente, sofre impacto do sucesso na cobrança inicial. Mas, para se colocar nessa situação, o time precisa escolher bater primeiro. Talvez por superstição – na eliminatória contra o PSV, os holandeses começaram batendo e perderam – Gabi, o capitão do Atlético, preferiu defender.

Terrível equívoco, agravado por informações que certamente chegaram aos jogadores do Real Madrid. Oblak, goleiro do Atlético, tem o hábito de “avisar” para que lado saltará. Um leve movimento com o pé direito revela que essa foi a direção escolhida, o mesmo se dá com o pé esquerdo. Exceção feita a Marcelo, todos os cobradores do Madrid deslocaram Oblak. O goleiro Navas tinha dissecado os padrões de cobrança dos jogadores do Atlético e notou que, fora Griezmann, o primeiro, eles inverteram o lado em relação ao jogo com o PSV. Mas Juanfran se repetiu, canto direito rasteiro, e Navas pegaria o chute se a bola não batesse na trave.

A surpresa dos jogadores do Real Madrid após o sorteio foi confirmada pelo resultado final. O time que bateu primeiro venceu, como se dá em seis a cada dez ocasiões. Habituado a ceder a bola ao adversário, o Atlético foi fiel à sua natureza até na hora de cobrar pênaltis.

SINAL…

Alfio Basile, também no El País: “O futebol brasileiro de hoje é o pior de sua história. Antes, tinham caras que nos dariam uns bailes impressionantes. A técnica que o jogador brasileiro perdeu é incrível. Historicamente, nós podíamos vencer o Brasil jogando bem, mas sempre sendo valentes, porque tecnicamente eram superiores. Tinham equipes impressionantes…

… DOS TEMPOS

… E agora os vejo jogar e lhes faltam futebolistas no meio de campo, na defesa e no ataque. No Mundial de 2014, Fred jogou de nove”. Basile foi o último técnico a conquistar um título com a seleção argentina, a Copa América de 1993. Em 2007, na edição do torneio realizada na Venezuela, ele comandou o time derrotado na decisão pelo Brasil de Dunga, por 3 x 0.

(publicada em 2/6/2016, no LANCE!)



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