No LANCE! de hoje



PLACAR MÍNIMO, TENSÃO MÁXIMA

1 – Em vinte minutos de jogo no Morumbi, São Paulo e Atlético Mineiro produziram quase nenhum futebol e poucas faltas, mas uma espécie de “síndrome do malandro” generalizada envenenou o encontro de tal maneira que o árbitro Wilmar Roldán teve de chamar os dois capitães e perguntar o que pretendiam.

2 – Jogo ruim, briga boa: seis cartões amarelos em meia hora. “Espírito de Libertadores”.

3 – Gol de Lucas Pratto corretamente desqualificado por impedimento, um minuto antes de Robinho deixar o jogo, machucado. No final do primeiro tempo, o Aguirre perdeu um especialista em contragolpe e uma possibilidade de substituição para um time – em tese – cansado.

4 – Intervalo. Vitória parcial do Atlético por 5 x 2 em cartões.

5 – Leve mudança no retorno, especialmente por uma disposição maior dos atleticanos a jogar. Mas o pobre Roldán continuou fazendo o trabalho de bedel na hora do recreio em uma escola frequentada por alunos indisciplinados. Noite tensa para o árbitro colombiano.

6 – Dênis e Victor quase não viam a bola, certamente uma surpresa para o goleiro do Atlético, diante do que o São Paulo pretendia fazer em seu estádio. Se o plano de Aguirre era controlar a fluência do jogo, a missão estava cumprida até os trinta minutos. Foi exatamente a essa altura em que o tanque do time mineiro entrou na reserva.

7 – O gol de Michel Bastos gerou um tremendo susto no Morumbi, quando torcedores que estavam em um camarote térreo caíram no fosso do estádio. A grade não suportou a comemoração. Todo aplauso aos jogadores são-paulinos que imediatamente assistiram aos feridos.

8 – A única ocasião do Atlético no restante do jogo foi um chute defeituoso de Pratto, finalização solitária do atacante argentino. Faltou força para abandonar a postura conservadora quando o placar deixou de interessar.

9 – A vitória pelo resultado mínimo dá ao São Paulo uma pequena margem para tentar sobreviver ao Independência, onde a tensão será ainda maior do que no Morumbi.

A NOSSA LIGA…

A CBF está comercializando os direitos internacionais de transmissão de um campeonato chamado “Brazilian League”. Sabe o que é isso? O Campeonato Brasileiro, popularmente conhecido como “Brasileirão”. A utilização de “Liga Brasileira” é um embuste, uma vez que algo assim inexiste, justamente porque a CBF é contra. Mas vale tudo para aparentar modernidade.

… LÁ FORA

Claro, argumenta-se que a pronúncia de “Brasileirão” é difícil para estrangeiros. Mas o mundo todo, cada lugar a seu modo, fala caipirinha e feijoada em referências ao Brasil. É fácil? A Bundesliga, a Lega Calcio, a Eredivisie, a Ligue 1 e a Premier League estão por aí, como as marcas internacionais que são. Mas o Brasileirão virou Liga, em inglês.

(publicada em 12/5/2016, no LANCE!)



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