No LANCE! de hoje



ESPECULATIVO

1 – O Corinthians soube absorver o ímpeto inicial do Nacional sem se permitir intimidar. Também conseguiu controlar a própria saída de bola para chegar organizado ao campo de ataque e gerar perigo com toques curtos.

2 – Mas a defesa parecia trabalhar em uma rotação abaixo, frágil quando atacada pelos lados, desatenta quando o Nacional tramou pelo meio. O atacante Nico López teve o gol à disposição em um lance em que foi esquecido pelos zagueiros corintianos. Em um par de ocasiões, a sorte escolheu ficar ao lado de Cássio.

3 – A partir dos 25 minutos notou-se a postura de mandante do Nacional, posicionado com maioria de jogadores no campo de ataque e fazendo o Corinthians sofrer. Rodriguinho se destacou pela lucidez quando o time teve a bola, sem a devida companhia.

4 – Os instantes finais do primeiro tempo se complicaram por causa da fraqueza do trio de arbitragem, negligente com exageros do time uruguaio. Polenta e Elias foram advertidos com cartão amarelo quando estavam a caminho dos vestiários, em uma tentativa do árbitro argentino Patricio Lostau de avisar que estava em campo.

5 – No reinício, não era só a defesa, mas todo o time do Corinthians em um nível abaixo. Mais preocupado com a atuação do árbitro do que com as próprias tarefas, como se não enfrentasse um adversário capaz de vencê-lo.

6 – Tite trocou Alan Mineiro por Marlone, um movimento com o objetivos ofensivos. Mas o Corinthians não tinha clareza para se agrupar. Quando conseguia encaminhar uma sequência de passes, não superava a faixa do campo que o Nacional lhe permitia. O maior incômodo para o goleiro Conde era o frio.

7 – Diante de um oponente tecnicamente inferior, faltou ao Corinthians a disposição ao risco para desequilibrar o confronto no primeiro jogo. O zero a zero pode trazer satisfação momentânea, mas não servirá em Itaquera, onde os empates são indesejáveis.

MUITO CEDO…

É precipitada a condenação do trabalho de Muricy Ramalho no Flamengo. O argumento de que ele já teve tempo suficiente para mostrar o que pretende é frágil sob os pontos de vista cronológico e futebolístico. A temporada ainda não chegou à metade – quatro meses! – e o time tem sido prejudicado por problemas estruturais que não podem ser subestimados.

… PARA JULGAR

O principal desses problemas é o que torna o Flamengo uma equipe nômade. Menos por não ter um estádio para chamar de casa (o que também é importante no senso coletivo) e mais por ser obrigado a constantes deslocamentos para jogar. Não se pode desconsiderar o prejuízo das viagens no treinamento e no descanso. Times de futebol jogam como se preparam.

(publicada em 28/4/2016, no LANCE!)



  • Marcio Coelho

    Parabéns André pelo trabalho. Apesar da distância procuro acompanhar sua trajetória. E aqui no blog fica mais fácil que em outras mídias. Seus comentários tem a lucidez e a coerência que são importantíssimas pra quem acompanha e ama futebol. Abraços

    • André Kfouri

      Obrigado pela leitura. Um abraço.

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