No Lance! de hoje



DEMOROU

1 – O Independiente Santa Fe logo descobriu o caminho pelo lado esquerdo da defesa do Corinthians. Por ali nasceu a primeira ocasião de perigo no El Campin, com o cruzamento de Otalvaro e o chute torto de Perlaza.

2 – Também por ali o ataque colombiano pediu pênalti de Bruno Henrique em um toque involuntário causado por um domínio defeituoso. Correta a decisão do árbitro de mandar o jogo seguir.

3 – Vinte e cinco minutos de pouco futebol. A arbitragem parou o jogo a qualquer contato, o Santa Fe exagerou na brutalidade e o Corinthians errou demais quando teve a bola. A estratégia de não se abrir, suportar o volume do adversário e surpreendê-lo depende de passes certos.

4 – Merecido gol colombiano, aos 35 minutos, na quinta finalização. Um chute desviado bateu na trave e o rebote se ofereceu a Otero. Retraído ao extremo e marcando mal, o Corinthians pedia uma longa noite em Bogotá.

5 – O Corinthians só avisou que estava em campo aos 10 minutos do segundo tempo, com um chute de longe de Lucca – primeira finalização do time no jogo – no travessão. A possibilidade de ser um sinal de vida não tardou em se confirmar.

6 – Após o primeiro chute, a primeira jogada construída. Boa troca de passes até Guilherme habilitar Elias na área, para uma conclusão impecável. Bastou um movimento com confiança e ímpeto, com bola no chão, para o gol acontecer.

7 – Era evidente a queda física do time colombiano, que não conseguia mais atacar e se proteger com a mesma intensidade. O Corinthians passou a ter o contragolpe à disposição, e não pode reclamar da falta de oportunidades para marcar o segundo gol. O que faltou foi clareza.

8 – Acima de tudo, faltou a decisão de ser competitivo desde o início do jogo, em vez de assumir uma postura conservadora diante de um time tecnicamente inferior. A classificação para a próxima fase da Copa Libertadores está bem encaminhada, mas poderia estar assegurada.

PRIMITIVO

A entrevista do coronel Nunes ao canal Esporte Interativo é uma viagem no tempo, em direção a um instante e um lugar que não deveriam existir. Quando se pensa que os clubes não deveriam tolerar tamanha bizarrice, deve-se lembrar que eles são exatamente os responsáveis por ela. De fato, é coerente que o coronel seja o rosto e a voz do futebol no Brasil.

NEGATIVO

O corregedor do STJD, Ronaldo Piacenti, reprova manifestações de auditores no Facebook, mas não enxerga problemas no fato de o procurador-geral do tribunal passar dias em Nova York com despesas pagas pela CBF. É neste ambiente que a corregedoria pretende que você acredite que Paulo Schmitt será investigado por atuar como um funcionário da confederação.

(publicada em 7/4/2016, no Lance!)



  • Gustavo Sordi

    Excelente análise, mais uma vez. Bem que poderia ser comentarista dos programas da ESPN, poucos fazem uma análise tão técnica e fundamentada quanto as suas. O Corinthians tem muito a evoluir, na defesa também. Por exemplo: marca muito bem logo na perca da bola e no segundo momento mais adiantado, porém quando o adversário consegue ficar um pouco mais com a pelota, a defesa compacta perto da área não funciona como as melhores (longe disso), qualquer 30 segundos de pressão já se torna em finalizações perigosas ou gol. É um sufoco! pior ainda comparando quando fica-se no ataque e a defesa adversária se vira bem melhor. Talvez pelas características dos jogadores, leves e sem tanta força, talvez pela ideia de se ter a posse e troca de passes, mas com certeza pode-se melhorar. Acredito que ofensivamente o time ainda chegará a um nível muito bom, provavelmente durante o campeonato brasileiro, essa é a questão, quanto tempo levará e se uma desclassificação inesperada não terminará esse processo.Creio que a instituição já é experiente e “moderna” o suficiente para entender possíveis contratempos.

  • Francisco José Muniz Barreira

    André, boa tarde !!! Sei que não tem nada a ver com o post, mas como você analisa a situação de Nacional e Rosário Central ???

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